O corpo do vigilante Alex Monteiro, de 49 anos, será sepultado às 16h desta sexta-feira (20), no Cemitério Campo Santo, em Itabuna. Vítima de um trágico acidente no final da tarde de quinta-feira (19) na BR-415, a morte de Alex gerou uma onda de consternação entre amigos e familiares, além de duras críticas à eficiência do atendimento de emergência na região.
O acidente ocorreu por volta das 17h55, no trecho da Rodovia Jorge Amado próximo a uma empresa de açaí, na entrada de Itabuna. Alex seguia para o trabalho em uma faculdade às margens da rodovia, onde era conhecido pela pontualidade e pela alegria contagiante com que iniciava seus turnos.
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Em entrevista ao repórter policial Jeferson Teixeira, o motorista do carro de passeio envolvido na colisão (que preferiu o anonimato) relatou os momentos que antecederam o impacto. Segundo ele, o fluxo seguia sentido Itabuna-Ilhéus quando, logo após o Atacadão, o trânsito reduziu.
Uma picape Fiat Toro branca estava parada na pista com a seta ligada, aguardando o fluxo contrário para acessar a empresa de açaí do outro lado da rodovia. O motorista do carro de passeio reduziu a velocidade para parar atrás da picape quando sentiu uma forte pancada na traseira. Ao descer do veículo, encontrou Alex já caído ao solo.
O ponto mais crítico da tragédia envolve o tempo de resposta do socorro. Segundo relatos colhidos no local, diversas ligações foram feitas para o SAMU 192 imediatamente após o acidente. No entanto, a informação recebida era de que não havia unidades disponíveis.
Somente por volta das 18h30, o SAMU informou que uma ambulância estaria saindo do Hospital de Base para o local. O socorro só chegou às 18h44 — quase 50 minutos após a colisão. Populares que presenciaram a cena afirmaram que Alex não morreu instantaneamente e permaneceu agonizando por cerca de 20 minutos. "Se o socorro tivesse chegado a tempo, ele poderia ter sobrevivido", desabafou uma testemunha.
Morador da Rua São Pedro, no bairro de Fátima, Alex era casado há 26 anos e deixa dois filhos de criação. No local do acidente, o clima era de incredulidade. Um amigo próximo destacou que Alex era "o primeiro a chegar e sempre com um sorriso para alegrar a todos".
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local para controlar o trânsito e iniciar as investigações. O corpo foi removido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Ilhéus e liberado no início da tarde de hoje.
O velório acontece no Pax Paulo e Preto, na subida da ladeira do Cemitério Campo Santo, no bairro Pontalzinho. O sepultamento está confirmado para as 15h50.















