O Governo do Estado da Bahia oficializou a exoneração do tenente-coronel André Luís Teodósio Presa de sua função de coordenador, em decisão publicada no Diário Oficial na última quinta-feira (5). A medida ocorre cerca de duas semanas após um episódio que ganhou grande repercussão nas redes sociais, quando o oficial foi filmado declarando apoio ao ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, durante o Carnaval. Na ocasião, ocorrida no dia 19 de fevereiro, o policial estava sem farda e gritou palavras de incentivo e desejo de vitória eleitoral para o político. O registro do momento foi compartilhado pelo próprio ACM Neto em suas plataformas digitais, gerando debates sobre a conduta de militares em eventos políticos.
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Em resposta aos questionamentos sobre a motivação da saída do oficial, a Polícia Militar da Bahia (PM-BA) emitiu uma nota oficial afirmando que a exoneração faz parte de um processo administrativo padrão. De acordo com a corporação, as mudanças na estrutura de gestão são procedimentos comuns e rotineiros para adequar as equipes às novas diretrizes da administração pública, especialmente após trocas de comando em órgãos específicos. A PM-BA destacou que a mesma edição do Diário Oficial que trouxe o afastamento do tenente-coronel também registrou um pacote amplo de movimentações, somando 156 exonerações e 184 nomeações em diversos setores, incluindo a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros.
A instituição enfatizou que a decisão não possui natureza política e que qualquer tentativa de vincular a exoneração ao episódio do Carnaval seria uma apresentação descontextualizada de um ajuste administrativo regular. Segundo a nota, os remanejamentos visam exclusivamente a eficiência operacional das forças de segurança do estado. Apesar do posicionamento oficial da Polícia Militar, o caso continua atraindo atenção pública devido à proximidade temporal entre a manifestação do tenente-coronel e a perda de seu cargo de coordenação, reacendendo discussões sobre a neutralidade institucional de servidores da segurança pública.



















