A comunidade acadêmica da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) está em profundo luto pelo falecimento da jovem estudante Ellen Santos Reis, ocorrido na manhã desta quinta-feira (21). A jovem não resistiu à gravidade dos ferimentos e foi a óbito após passar pouco mais de dois meses internada em uma unidade hospitalar. Ela havia sido vítima de um violento atropelamento na rodovia BR-415, no trecho que liga os municípios de Itabuna e Ilhéus, bem em frente à sede regional da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).
O trágico acidente aconteceu no dia 16 de março deste ano, no momento em que a universitária tentava atravessar a pista utilizando a faixa de pedestres localizada nas proximidades do campus da instituição de ensino. De acordo com relatos fornecidos por testemunhas que presenciaram a cena na ocasião, o impacto do veículo contra a pedestre foi extremamente severo, deixando-a inconsciente e com múltiplas lesões pelo corpo. Ellen recebeu os primeiros atendimentos no próprio local e foi transferida em estado crítico de saúde para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, onde permaneceu sob intensa vigilância médica até o seu falecimento.
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O episódio acendeu um alerta vermelho e gerou uma onda de indignação entre os moradores da região, professores e colegas de curso de Ellen. Logo após o atropelamento, o grupo organizou protestos e manifestações na rodovia para cobrar providências urgentes das autoridades de trânsito e infraestrutura rodoviária. A comunidade acadêmica e os usuários da via denunciam a precariedade da sinalização vertical e horizontal no perímetro escolar, o descaso na fiscalização e a ausência de mecanismos eficientes que forcem os motoristas a reduzirem a velocidade naquele ponto considerado crítico.
Outro fator que alimentou as discussões e a revolta local envolve o funcionamento do radar de velocidade instalado naquele trecho da BR-415. Estudantes e moradores das redondezas afirmam que o equipamento eletrônico de fiscalização estava completamente inoperante no período em que o acidente aconteceu e que o aparelho teria sido religado e reativado pelos órgãos competentes somente dias após a tragédia com a jovem. A morte de Ellen Reis reforça os apelos sociais por intervenções estruturais definitivas na rodovia para evitar que novas vidas sejam interrompidas na travessia diária de acesso à universidade.
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