quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Após ser preso em flagrante, piloto de lancha envolvida em acidente com dois mortos tem liberdade provisória concedida na BA

O piloto que foi preso após se envolver em um acidente de lancha na ilha de Boipeba, que pertence ao município de Cairu, no baixo sul da Bahia, teve a liberdade provisória concedida nesta quarta-feira (10), após passar por audiência de custódia. Duas pessoas morreram na colisão.

O acidente aconteceu na tarde de 29 de dezembro. Além dos dois mortos, outras duas pessoas ficaram feridas - entre elas, o piloto da embarcação atingida.

O piloto da lancha que causou o acidente, Aldir do Rosário Amor Divino, foi preso em flagrante no mesmo dia. Testemunhas contaram que ele ingeriu bebida alcóolica durante o passeio e fugiu após a batida. Apesar disso, o teste do bafômetro ao qual ele foi submetido não detectou a presença de álcool.

Segundo José Raimundo Nery Pinto, coordenador regional da 5ª Coordenadoria Regional de Polícia Civil (Coorpin), em Valença, responsável pelas investigações, a não detecção de álcool se deve a diferença de tempo entre o momento do acidente, por volta de 15h, e o teste do bafômetro, feito às 23h.

Ainda segundo o coordenador, o piloto estava em alta velocidade, incompatível com o local. Ele contou que a lancha atingida rachou ao meio com o impacto da colisão.

Em contrapartida, o advogado do suspeito, Israel Ventura, afirmou que o teste do bafômetro foi feito por volta das 20h, ou seja, cerca de 5h após o ocorrido, e que também solicitou um exame toxicológico particular, que deve ter o resultado divulgado em cerca de 20 dias.

O advogado ainda disse que em momento nenhum o piloto fugiu do local. Ele prestou socorro às vítimas e, como também ficou ferido com um corte na cabeça, procurou atendimento médico.

O piloto está sendo investigado pelos seguintes crimes:

  • Art. 261 - expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea; com pena de 4 a 12 anos pelo agravante de ter resultado em submersão da lancha.
  • Art. 258 - se do crime doloso de perigo comum resulta lesão corporal de natureza grave, a pena privativa de liberdade é aumentada de metade; se resulta morte, é aplicada em dobro.

Como condições para a liberdade provisória, o investigado não poderá conduzir nenhuma embarcação marítima pelo período de seis meses.

6 comentários:

  1. PALMAS PRA MAIOR PROSTITUTA DESTE PAÍS. A JUSTIÇA. Pra que tanto circo , matéria em imprensa, polícia prendendo, pra quê? Tenho nojo das instituições e das leis deste país. Aqui o crime compensa

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  2. Nesse pobre país da impunidade, que se lasca é quem morre!!!!!! E o ladrão é que se dá bem!!!!! Enquanto os bandidos de colarinho branco estiverem fazendo as leis, não vai mudar nunca!!!!

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  3. E viva a impunidade avalisada , juramentada e sacramentada pela Senhora Justiça que é cega, surda e muda, para com os rcos e endinheirados. Agora se o pobre errar.......Isso é uma vergonha.

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  4. Resumindo é Brasil quem morreu por imprudência de terceiros alcoolizados e sem noção é quem vai para os quintos dos internos , cabe fazer justiça com as próprias mãos.

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  5. Q justiça podre nós temos no Brasil pq um infeliz desse um criminoso desse e liberado e vai ficar solto e a vida dos q morreram e o sofrimento dos familiares ele deve ter pago fiança e o dinheiro vai pra onde pra quem é será q deram algum recibo q ele pagou essa fiança

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  6. Quem estabelece o direcionamento, a precisão e a seriedade das LEIS e DA JUSTIÇA de uma NAÇÂO é o grau de cultura, educação, conhecimento, civilidade e do padrão de vida do seu povo. O que esperar da "justiça" e das "leis" fabricadas a caráter pelo "parlamento" de um país onde o povo passa fome, enquanto seus algozes divertem-se desperdiçando milhões de dólares em passeios pelo exterior e aquisições de objetos supérfluos milionários? O que um país comandado por verdadeiros criminosos, cada um com vários processos na "justiça" pode oferecer a seu povo, senão uma vida vegetativa na ignorância, na miséria, na covardia, na dependência das esmolas reiteradamente propagandeadas a peso de bilhões de reais na imprensa militante comprada? O que podemos sonhar para um país cujos "fazedores" das leis destinam a maior parte do orçamento para suas benesses, seus enriquecimentos, suas vidas luxuosas, suas "campanhas eleitorais" para permanecerem eternamente como os senhores de milhões de escravos otários, cagões, sem caráter e sem um resquício de amor próprio? Enfim, o que desejar para um país que coloca um LADRÃO condenado em três instâncias e descondenado por uma canetada "amigável" para ser o seu Saqueador Mor?

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