sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Reeducandos do Conjunto Penal de Itabuna lançam “A Vida em Cena: Encena”, obra coletiva do projeto Virando a Página

Muitos deles já plantaram uma árvore e também já são pais. Faltava escrever um livro. Não falta mais. Quinze reeducandos lançaram hoje (18), no Conjunto Penal de Itabuna, o livro “A Vida Em Cena: Encena”. A obra coletiva reúne textos dramáticos produzidos a partir de uma oficina do projeto Virando a Página – Remição Pela Leitura, do Tribunal de Justiça da Bahia, por meio da Corregedoria-Geral de Justiça.

A oficina de leitura e escrita foi promovida pelo editor e organizador Alex Giostri, da Editora Giostri. O projeto, que já é realizado em diversas unidades prisionais, encontrou no CPI um terreno fértil. A unidade tem se destacado na educação, especialmente na Remição pela Leitura, com o programa Asas da Imaginação, da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), e projeto Relere, da 13ª Promotoria do Ministério Público Estadual.

O desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, que está se despedindo da Corregedoria-Geral após mandato de dois anos, afirmou que deixará como parte de seu legado a publicação de sete livros escritos por pessoas privadas de liberdade. “Visitei todas as unidades prisionais da Bahia, desenvolvemos diversos projetos, e deixamos como legado essa ideia de que a justiça não é apenas para dar decisões condenando ou absolvendo, mas para buscar devolver à sociedade pessoas melhores. E apostamos na ressocialização por meio da Educação”, pontuou.

O diretor do Conjunto Penal de Itabuna, Bernardo Cerqueira Dutra, também destacou a educação como ferramenta ressocializadora. “Lembrem-se do poder transformador da educação. Busquem o conhecimento, um bem que ninguém pode tirar de vocês. Parabéns por mais essa conquista”, afirmou, direcionado-se aos reeducandos escritores.

O evento, organizado pela Socializa, empresa que administra o Presídio, teve ainda a participação de diversas autoridades, entre elas a juíza auxiliar da Corregedoria Geral do TJBA, Drª Rosemunda Souza Barreto, o juiz da Vara de Execuções Penais de Itabuna, Dr Antônio Carlos Maldonado, do presidente da OAB, Dr Rui Carlos, de representantes das secretarias estadual e municipal de Educação, e do pró-reitor da UFSB, Sandro Ferreira, além da autoridade eclesiástica Padre Ricardo, bem como do editor Alex Giostri e familiares dos internos.

Autógrafos

O lançamento teve uma programação vasta, que incluiu leituras de trechos da obra, sessão de autógrafos e fotos com familiares e convidados. O livro já está à venda no site da Editora Giostri, no endereço https://loja.giostrieditora.com.br/a-vida-em-cena-encena-dramaturgias-baianas-no-carcere

Os “requisitos” elaborados pelo poeta cubano José Martí para cada homem ou mulher nessa existência – plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro – foram cumpridos com louvor por 15 improváveis numa unidade prisional – ainda que um ou outro não tenha ainda experimentado a paternidade ou mesmo plantado uma árvore. “Viva a educação!”, resume a professora da Socializa no Conjunto Penal de Itabuna e uma das prefaciadoras do livro, Rute Praxedes.

6 comentários:

  1. Coitadinhos... Cada um melhor que o outro, lá dentro. Na rua, viram bicho, cometendo crimes contra a população de bem. E o pior, tudo custeado com nosso dinheiro.

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    1. Que dinheiro? Vc n paga imposto , fura fila , n obedece nem sinal de trânsito, cidadão de bem, tome vergonha na cara,

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  2. Todas as unidades do sistema prisional deveriam proporcionar os meios para que todos os detentos pudessem trabalhar para sustentar a si, sua família e prover o sustento das vítimas das suas ações criminosas. Seria uma punição útil a todos e cada indivíduo poderia aprender uma profissão ou estudar. Mas, aí vem os espertos dos "direitos desumanos" e fazem um escarcéu dos infernos e, pasmem, os bandidos petralhas junto com a parceirada amiga do "congresso" e do stf querem que os que TRABALHAM PAGUEM UMA INDENIZAÇÃO A TODOS OS CRIMINOSOS QUE CUMPRIRAM PENAS NOS PRESÍDIOS BRASILEIROS. como uma forma de RECOMPENSA-LOS pelo tempo de prisão de cada um, onde não puderam auferir uma "RENDA".
    Considerando que somos uma manada de "amebas domesticadas e frouxas"...

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  3. Esse gestor aí Yuri ladrão todo.

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  4. Fiz um curso de ajudante de obra aí só tô presisando de um emprego fiz sandalha também aí e caligrafia é bom

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  5. parabéns por esse Belo projeto, uma Pessoa que está preso e um ser humano, precisa de uma oportunidade Para volta a viver ne uma sociedade e com trabalho e Educação que Vai fazer ele mudar, critica não vamos ajuda em nada, sempre tem esses oportunistas Para comentar sobre um partido, esquece que o Bozo teve oportunidade de fazer uma boa mundança no nosso Pais, o que foi que o louco fez?

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