segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Justiça mantém preso homem que invadiu desfile de Carnaval com carro para atropelar ex-mulher em Ilhéus

A juíza plantonista Rosa Maria da Conceição Correia Oliveira converteu em prisão preventiva a detenção de Uilliam Bonfim Lima, de 34 anos. Ele é acusado de tentativa de feminicídio e atropelamento coletivo durante um desfile carnavalesco no último sábado (7), no distrito de Banco da Vitória. A decisão atende ao pedido do Ministério Público, que destacou a "gravidade concreta" do ataque e o risco à ordem pública.

Segundo as investigações, o acusado utilizou um Fiat Strada branco como arma para atingir sua ex-esposa, Jaciara Barbosa Cruz, conhecida como Jacy. A vítima já possuía uma medida protetiva de urgência contra o agressor, o que confirma um histórico de violência e ameaças que Uilliam ignorou ao realizar o ataque.

Ao avançar contra a multidão para atingir Jacy, o homem atropelou outras dez pessoas. Entre as vítimas identificadas estão Yasmin Medeiros dos Santos Silva e Ana Luiza Santos Capistrano. Uma das vítimas relatou ter sido agredida fisicamente pelo motorista logo após a colisão.

Após o atropelamento em massa, Uilliam não prestou socorro e fugiu para uma área de matagal, onde foi localizado e preso por uma guarnição da Polícia Militar. A maioria dos feridos foi levada ao Hospital Costa do Cacau, enquanto uma criança atingida foi encaminhada ao Hospital Materno-Infantil.

Diante da repercussão do caso, familiares e amigos de Jacy vieram a público pedir respeito e acolhimento. A defesa da vítima reforça que ela é o elo mais vulnerável de uma situação de violência doméstica persistente.

"Pedimos, com respeito, que ninguém a acuse ou a julgue. Jacy possuía medida protetiva, o que deixa claro que já vinha sofrendo ameaças. O mais importante agora é o apoio, pois violência nunca é culpa de quem a sofre", diz o comunicado.

A Defensoria Pública do Estado da Bahia chegou a solicitar a liberdade provisória ou medidas cautelares, mas a magistrada indeferiu o pedido, sustentando que a manutenção da prisão é necessária para garantir a segurança da vítima e da sociedade. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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