Uma história de superação e esperança está emocionando e inspirando milhares de pessoas nas redes sociais. O bancário Bruno Drummond, de 31 anos, o primeiro paciente tetraplégico no Brasil a ser tratado com a polilaminina, tem compartilhado vídeos que mostram sua incrível recuperação. Nas imagens, Bruno aparece em intensos treinos de musculação, realizando exercícios como supino com halteres de 20 kg para peito, tríceps e ombros, provando a retomada gradual de força e mobilidade.
A vida de Bruno mudou drasticamente em abril de 2018, quando um grave acidente de carro resultou em uma fratura cervical, deixando-o tetraplégico – sem movimentos do pescoço para baixo. Sua jornada de recuperação ganhou um novo capítulo quando ele foi incluído em um estudo pioneiro conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O tratamento experimental utiliza a polilaminina, uma proteína inovadora que é aplicada no local da lesão medular durante a cirurgia. A substância atua como um "andaime biológico", oferecendo suporte essencial para auxiliar na reconexão dos neurônios danificados.
A autorização para o início dos testes clínicos em humanos com a polilaminina foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro de 2026. Bruno Drummond integrou o grupo inicial de pacientes que tiveram a chance de receber a substância experimental.
Em uma entrevista emocionante à rádio CBN Rio, Bruno revelou ter recuperado quase totalmente sua autonomia em menos de um ano e meio de tratamento. Ele já consegue trabalhar, dirigir e praticar atividades físicas, apesar de ainda lidar com algumas sequelas. "Eu sou a prova que funciona!", afirmou com otimismo.
Vídeo:
Atualmente, o estudo ainda está em fase inicial, focando em pacientes com lesões medulares torácicas recentes. No entanto, diante dos resultados extremamente positivos observados em Bruno e outros pacientes, os pesquisadores estão otimistas. A expectativa é que, se os resultados continuarem favoráveis, o tratamento com polilaminina possa ser amplamente disponibilizado nos próximos anos, oferecendo uma nova perspectiva de vida para milhares de pessoas que sofrem com lesões medulares.




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