A Polícia de São Paulo desmobilizou nesta semana a versão de suicídio que cercava a morte da soldado Gisele Alves e concluiu que a militar foi, na verdade, vítima de um crime de feminicídio. O principal suspeito e agora réu no processo é o próprio marido da vítima, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto. A investigação, que ganhou repercussão nacional com novos detalhes revelados pelo programa Fantástico, derrubou a tese inicial apresentada pelo oficial no dia do crime.
Imagens inéditas divulgadas pela reportagem mostram o comportamento e as reações do tenente-coronel logo após o ocorrido, momentos que foram cruciais para que os investigadores identificassem contradições no seu depoimento. O que antes era tratado sob suspeita agora é conduzido pela Justiça como um assassinato brutal cometido por quem deveria proteger a vítima. Com a conclusão do inquérito e a aceitação da denúncia, o oficial permanece detido e responderá pelo crime de feminicídio, marcando o fim da farsa que tentava mascarar a tragédia ocorrida dentro do seio da própria corporação.




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