O apresentador Ratinho utilizou a abertura de seu programa no SBT, nesta segunda-feira (16), para se manifestar oficialmente sobre a recente ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF). O órgão pede uma indenização de R$ 10 milhões contra o comunicador e a emissora, em decorrência de declarações consideradas transfóbicas direcionadas à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
Sem recuar diante da pressão judicial e das críticas nas redes sociais, Ratinho manteve o tom firme que caracteriza sua trajetória na televisão. Durante o desabafo, o apresentador afirmou estar no "olho do furacão" por expressar sua opinião, mas ressaltou que tem recebido uma onda de apoio de seus telespectadores e seguidores.
“Eu não sou garoto de internet”, disparou o comunicador, em uma clara alusão à sua resistência aos cancelamentos digitais e às dinâmicas das redes sociais.
Sinceridade e Continuidade
Ratinho destacou que sua sinceridade costuma incomodar certas parcelas da sociedade, mas garantiu que não pretende alterar o formato ou a linguagem de sua atração. Ele reforçou o compromisso com o público que o acompanha há décadas, afirmando que continuará conduzindo o programa do jeito que sempre fez, prezando pelo que chama de liberdade de expressão.
O imbróglio jurídico teve início após falas do apresentador sobre a parlamentar, que o MPF classificou como ofensivas e discriminatórias. Além do valor milionário pedido a título de danos morais coletivos, a ação busca estabelecer limites para discursos de ódio em concessões públicas de televisão. Até o momento, o SBT não emitiu um comunicado oficial sobre o andamento do processo ou sobre as declarações do seu contratado.




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