terça-feira, 28 de abril de 2026

Advogada criminalista é presa em Salvador suspeita de encomendar mortes de ex-companheiro e ex-cunhado

Uma investigação complexa da Polícia Civil resultou, na manhã desta terça-feira (28), na prisão de uma advogada criminalista de 40 anos, suspeita de ser a mandante de dois assassinatos na capital baiana. A motivação dos crimes, segundo as autoridades, seria uma disputa judicial pela guarda de uma criança.

A operação, batizada de Mater, cumpriu o mandado de prisão contra Elis Amanda no bairro de Vista Alegre. Além dela, um homem identificado como Tiago Milton dos Santos, de 40 anos, apontado como o executor dos disparos, também foi capturado.

De acordo com o delegado Vitor Espínola, responsável pelo caso, a advogada travava uma batalha na justiça contra o ex-companheiro, Alex Duarte Santos, de 47 anos, pela guarda da filha do casal. Para as investigações, este conflito foi o estopim para que ela orquestrasse a morte de Alex.

O crime ocorreu no dia 13 de janeiro, no bairro de Macaúbas. Na ocasião, Alex foi abordado por dois homens em uma motocicleta e executado a tiros.

A crueldade do caso não parou por aí. Após a morte de Alex, o seu irmão, Anderson Duarte Santos, de 44 anos, manifestou o desejo de obter a guarda da sobrinha, da qual também era padrinho.

"Anderson sinalizou para a família que tinha interesse na guarda da menina e, por esse motivo, ele também foi morto. O modus operandi foi exatamente o mesmo", detalhou o delegado. Anderson foi assassinado em 13 de abril, no bairro do Lobato, três meses após a morte do irmão.

Vídeo:

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua residência, a advogada Elis Amanda negou qualquer envolvimento como mandante dos homicídios. No entanto, a Polícia Civil afirma ter elementos que sustentam a participação dela na encomenda das mortes.

As investigações continuam para identificar se há outras pessoas envolvidas na logística dos crimes. Os presos foram encaminhados para o sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

Nenhum comentário:

Postar um comentário