O bolso do consumidor brasileiro deve sentir um novo impacto nas próximas semanas com a previsão de aumento no valor das passagens aéreas. A partir desta quarta-feira (1º), entra em vigor um reajuste de aproximadamente 55% no preço do querosene de aviação (QAV), mudança comunicada recentemente pela Vibra Energia aos operadores do setor. Segundo especialistas, o aumento é um reflexo direto da instabilidade no cenário internacional, impulsionado especialmente pelos efeitos dos conflitos no Oriente Médio sobre a cotação global do petróleo.
De acordo com Luciano Losekann, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), o combustível é um dos pilares da planilha de custos das companhias aéreas, representando cerca de 30% do valor final dos bilhetes. Diante desse cenário, o especialista avalia que o repasse ao consumidor torna-se praticamente inevitável. O movimento de alta, inclusive, já vinha sendo desenhado: dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as tarifas aéreas subiram 5,9% na prévia da inflação de março, exercendo pressão sobre o setor de transportes como um todo.
Na prática, a dificuldade de encontrar voos com preços acessíveis já é uma realidade relatada por passageiros em diversos aeroportos do país. O encarecimento tem forçado viajantes a alterarem seus planos, adiando compromissos ou buscando alternativas mais baratas, como o transporte rodoviário interestadual. A Vibra Energia confirmou que o novo valor passa a ser aplicado aos operadores a partir de abril. Até o momento, a Petrobras e o Ministério de Portos e Aeroportos não emitiram pronunciamentos oficiais sobre as medidas para conter a escalada de preços no setor.


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