As investigações sobre a morte de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, ganharam um novo e decisivo capítulo com a divulgação de imagens das câmeras corporais da Polícia Militar. Os registros, obtidos com exclusividade pela TV Globo, revelam que a vítima não encostou no retrovisor da viatura e nem iniciou qualquer tipo de briga antes de ser baleada por uma policial militar na Zona Leste de São Paulo, no último dia 3 de abril. O vídeo indica que a situação começou quando o retrovisor da viatura atingiu o braço do marido de Thawanna, Luciano Gonçalves dos Santos, enquanto os agentes entravam na Rua Edimundo Audran. Após o impacto, o soldado Weden Silva Soares parou o veículo, deu ré e passou a ofender o casal, questionando o fato de estarem caminhando na via.
De acordo com o material audiovisual, Thawanna tentou argumentar de forma respeitosa que os policiais é que haviam batido neles. Nesse momento, a soldado Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, que estava no banco do passageiro e não portava câmera corporal, desembarcou e foi em direção à vítima. Thawanna chegou a pedir para que a militar não apontasse o dedo em seu rosto pouco antes de o disparo ser efetuado. No áudio captado pelo equipamento do parceiro, Weden pergunta surpreso se Yasmin havia atirado e questiona o motivo, ao que ela responde alegando ter recebido um tapa no rosto, narrativa que é contestada pela família e não encontra respaldo claro nas imagens da abordagem.
| Thawanna da Silva Salmázio |
O Ministério Público de São Paulo instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da morte, enquanto a Secretaria da Segurança Pública confirmou o afastamento imediato de todos os agentes envolvidos. O caso está sob os cuidados do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e também é alvo de um Inquérito Policial Militar. Testemunhas e o companheiro da vítima relatam cenas de violência física, como murros e chutes desferidos pela policial antes do tiro fatal, além do uso de spray de pimenta mesmo sem oferta de risco por parte dos civis. A morte de Thawanna provocou uma onda de protestos de moradores na região, que denunciam a truculência policial e exigem justiça, enquanto a SSP reforça que toda irregularidade será rigorosamente apurada e punida.


Imagina se tivesse passado a proposta do excludente de ilicitude que o ex presidente apresentou.
ResponderExcluirMaís um crime pra a estatística.
ResponderExcluirEu tenho ódio e nojo de polícias. Seja civil ou militar. Uma mulher policial mata uma mulher mãe de 5 filhos. E aí??? Espero que a polícial apodreça na cadeia.
ResponderExcluirAcho que o soldado não deveria ir para as ruas no primeiro ano da admissão.
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