quinta-feira, 16 de abril de 2026

Impunidade e tragédia: Suspeito de matar PM em Salvador havia sido solto pela Justiça dez dias antes do crime

A morte do soldado Samuel Novais da Silva, de 32 anos, ocorrida na noite desta quarta-feira (15) no Engenho Velho de Brotas, acendeu um sinal de alerta e gerou indignação nas forças de segurança da Bahia. O motivo é a revelação de que um dos principais suspeitos de envolvimento no crime, Denilson Oliveira Pires Santos, de 20 anos, havia recebido o benefício da liberdade provisória apenas dez dias antes da ação que tirou a vida do policial.


O histórico do suspeito

Denilson havia sido preso recentemente, no dia 3 de abril, após uma perseguição cinematográfica pelas ruas de Salvador. Naquela ocasião, ele pilotava uma motocicleta em alta velocidade, pela contramão e com a placa adulterada (levantada), chegando a colidir contra uma viatura da própria Polícia Militar. Com ele, os agentes encontraram um coldre e um celular com restrição de roubo.

Apesar de ter sido autuado por receptação, direção perigosa e condução de veículo sem habilitação, a Justiça concedeu a ele a liberdade dois dias após a prisão, durante a audiência de custódia.


A decisão judicial

A decisão que colocou o suspeito de volta às ruas baseou-se no fato de que, até aquele momento, Denilson não possuía antecedentes criminais registrados e os delitos cometidos no dia 3 não envolveram violência direta contra pessoas. Mesmo com o Ministério Público sugerindo o pagamento de fiança, a Justiça dispensou o valor após a Defensoria Pública alegar que o jovem não tinha condições financeiras.

Como "punição", ele deveria cumprir recolhimento domiciliar noturno e manter contato periódico com o Judiciário — medidas que, evidentemente, não impediram sua suposta participação no confronto que vitimou o soldado Samuel Novais.


Confronto e investigação

João Gabriel (à direita) e Jailton Ribeiro (à esquerda) morreram após confronto

Além de Denilson, a polícia identificou outros envolvidos no ataque: João Gabriel Dias da Paixão, de 19 anos, e Jailton Ribeiro morreram após confronto. Diferente do comparsa, João Gabriel, e Jailton morreram em confronto com as guarnições logo após o crime. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), eles já acumulavam diversas passagens pela polícia entre os anos de 2024 e 2025.

O soldado Samuel Novais, que era lotado na 26ª CIPM, foi baleado na perna durante a operação em Manguinhos, foi levado ao HGE, mas não resistiu. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, enquanto a corporação e a sociedade questionam a eficácia das medidas cautelares que permitem que indivíduos com alto potencial de periculosidade retornem ao convívio social em tão pouco tempo.

Por: Jefferson Teixeira 

9 comentários:

  1. A segurança pública aqui na BA é uma vergonha!!! Chegou a esta situação por conta da JUSTIÇA. Pra mim desembargadores, juízes, promotores, delegados, agentes de polícia civil, polícia militar, se juntar todos não valem de nada. A corrupção está dentro dessas instituições. Quando vemos um delegado ou agentes de polícia civil, ostentando camionetes caras, fazendas, casas de milhões, a pergunta é como conseguiram??? A conta não bate, não tem como um policial civil ter fazendas com o salário que recebem. Eu estava no Detran e ouvi comentários de um agente da civil que é agiota. Como pode? O crime sustenta o sistema e ponto final

    ResponderExcluir
  2. Breve irei embora deste estado falido!!! Aqui pão 🥐 e circo o povo tá feliz.

    ResponderExcluir
  3. Hj 3 homens mandam neste país!!! MARCOLA BEIRA MAR e MARCINHO VP. Se eles derem as ordens já era. A justiça permite que tudo de ruim aconteça com nós simples humanos que nada somos além de estatística. Aqui é o estado que mais se matam no Brasil. Essa é a Bahia. Que está falida. E a propósito por que o tal SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA não pede pra sair vc é muito fraco nem falar direito sabe. RENUNCIE ao cargo

    ResponderExcluir
  4. Políticos quando abraçam a corrupção eles são iguais ou piores que criminosos!!!

    ResponderExcluir
  5. Olhem a situação atual de ITA

    ResponderExcluir
  6. Aqui na Bahia se acontece de tudo. É delegada lá de Eunápolis que transava com deputado com detento, vc vai acreditar em quem mais nesse estado. Olhem a diferença de um estado atrasado que é a Bahia, se comparando com a justiça do Rio Grande do Sul. Aqui o médico Dr Mangabeira onde mais de 23 mulheres o denunciaram por assédio sexual, o caso dele não deu em nada. Enquanto o mesmo caso de um médico lá no Rio Grande do Sul, o médico foi preso dentro do seu consultório, e está a disposição da justiça e preso. Por que será que aqui não deu em nada??? Todos sabem o pq.

    ResponderExcluir
  7. Falar a verdade não é crime, nossa justiça urgentemente mudar algus artigos referente a cidadãos de alta periculosidades, ter direito a audiência de custódia e por ter bom comportamento diminuir sua pena, esses seres desprezível não pode voltar ao convívio da sociedade, tem que apodrecer na cadeia para que outros não repita sua atitude

    ResponderExcluir