A comunidade do bairro Santo Antônio, em Itabuna, está em luto neste domingo (5). Está sendo velado no Velório Santa Fé o corpo de Wadson Ribeiro, de 45 anos, carinhosamente conhecido por todos como "Ninho Malta". Figura emblemática e muito querida na localidade onde viveu toda a sua vida, Ninho deixa um legado de resiliência que comove amigos e familiares nas redes sociais.
Uma vida marcada pela superação
Ninho era um homem de vida ativa até cerca de oito anos atrás, quando sua trajetória mudou drasticamente. Vítima de uma bala perdida durante um assalto a um mercadinho em seu próprio bairro, ele foi atingido nas costas por um disparo efetuado por um policial à paisana que tentava abordar um criminoso.
O ferimento o deixou paraplégico, mas a cadeira de rodas não limitou sua vontade de viver. Ninho passou a compartilhar sua rotina com otimismo e alegria na internet, tornando-se uma inspiração para muitos que acompanhavam sua força de vontade.
Vídeo:
A luta contra complicações de saúde
Nos últimos anos, a saúde de Wadson tornou-se mais frágil. Ele enfrentava uma ferida crônica que evoluiu para uma grave infecção bacteriana no osso, resultando em sucessivas internações no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.
Em janeiro deste ano, após receber uma das altas hospitalares, Ninho gravou um vídeo emocionante para seus seguidores, demonstrando a gratidão que era sua marca registrada:
"Quero agradecer do fundo do meu coração a cada um que eu pude e posso contar. Jamais serão esquecidos. Serei eternamente grato a cada um de vocês que me estendeu a mão em um momento bem difícil naquele hospital", declarou na ocasião.
O adeus
Infelizmente, o quadro de saúde voltou a se agravar neste sábado (4). Ninho passou mal e foi socorrido por uma unidade do SAMU, sendo encaminhado novamente ao Hospital de Base. Apesar de todos os esforços da equipe médica, ele não resistiu e faleceu por volta das 10h deste domingo.
O sepultamento está marcado para as 10h desta segunda-feira (6), no Cemitério Campo Santo, em Itabuna. Amigos e familiares convidam a todos para prestar as últimas homenagens a um homem que, mesmo diante das maiores adversidades, nunca deixou de sorrir e agradecer.
Por: Jefferson Teixeira




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