quarta-feira, 29 de abril de 2026

Megaoperação Salitre desarticula facção em quatro estados e bloqueia R$ 15 milhões em bens

A segurança pública desferiu um golpe contundente contra o crime organizado nesta quarta-feira (29) com o avanço da Operação Salitre. A ofensiva, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/Ilhéus) em conjunto com as Polícias Militar e Civil, alcançou 17 integrantes de uma facção criminosa com atuação interestadual. As diligências foram realizadas simultaneamente nos estados da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, focando no desmonte de esquemas de tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. Além das capturas, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 15 milhões vinculados ao grupo, visando a asfixia financeira da organização.

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No território baiano, o cerco policial concentrou-se nas cidades de Itabuna, Uruçuca, Una e Canavieiras. Neste último município, as equipes localizaram uma das principais lideranças do bando, identificado como Flávio Ferreira da Silva, o "Zezo". Durante a tentativa de cumprimento do mandado judicial, o investigado reagiu à abordagem e entrou em confronto com as forças de segurança. No embate, Zezo foi atingido e socorrido para uma unidade médica da região sul do estado. Ao longo das buscas, os agentes apreenderam porções de cocaína, crack e maconha, além de uma arma de fogo, quantias expressivas em dinheiro e quatro veículos que eram utilizados para a logística de distribuição dos materiais ilícitos.

A estratégia da Operação Salitre também incluiu uma varredura rigorosa dentro do sistema prisional para neutralizar lideranças que já se encontram custodiadas. As ações ocorreram em unidades prisionais de Itabuna, na Bahia, em Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, e na Cadeia Pública Frederico Marques, no Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, essa expansão para presídios de outros estados é fundamental para romper as cadeias de comando e impedir que novas ordens criminosas sejam enviadas às ruas. A integração entre as polícias estaduais e federais permanece ativa para identificar outros ramais da facção e garantir a completa desarticulação do fluxo financeiro ilícito que sustentava o grupo.



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