quinta-feira, 28 de maio de 2026

CNJ abre processo administrativo contra desembargador aposentado que concedeu prisão domiciliar a chefe de facção na Bahia

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, abrir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar a conduta do desembargador Jefferson Alves de Assis, atualmente aposentado do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). A decisão visa averiguar indícios de favorecimento indevido após o magistrado conceder prisão domiciliar a um empresário apontado como chefe de uma organização criminosa de tráfico de drogas e mandante de um homicídio ocorrido no sudoeste do estado.

A concessão do benefício ocorreu durante um plantão judicial em dezembro de 2024, sob a justificativa de que o preso, César Paulo de Morais Ribeiro, sofria de uma doença cardíaca e corria risco de vida na unidade prisional. No entanto, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, ressaltou que o desembargador agiu sem a devida cautela e infringiu as determinações do código de ética e da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), uma vez que o plantão judicial não deve ser utilizado para reiterar pedidos que já foram apreciados e negados pelo órgão de origem. O ministro ponderou ainda que a ausência de movimentações financeiras suspeitas nas contas do magistrado não elimina a possibilidade de ocultação de provas por outros meios.

Devido a essa decisão, que violou as regras do plantão e o princípio do juiz natural, Jefferson Alves de Assis foi afastado do cargo ainda no fim de 2024. Posteriormente, a ordem de habeas corpus em favor do réu foi revogada pelo relator original do caso, que expediu um novo mandado de prisão. Durante o período em que estava afastado das funções, o desembargador acabou sendo aposentado compulsoriamente pelo TJBA ao atingir a idade limite de 75 anos.

César Paulo de Morais Ribeiro

O detentor do benefício revogado, o empresário César Paulo de Morais Ribeiro, havia sido preso em setembro de 2024 durante a "Operação Holofote", liderada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Ele é acusado de chefiar uma facção e de encomendar a morte de Weliton Pereira Santana, que também integrava o grupo e foi executado a tiros em março daquele ano, às margens da BR-122, em Caetité, por causa de dívidas com o bando. Na época da operação, além da prisão do empresário — que já cumpria pena em regime aberto por outro homicídio qualificado —, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Brumado e Vitória da Conquista, incluindo propriedades do acusado e o endereço de um policial militar suspeito de fornecer armas para a organização.


5 comentários:

  1. Nada de anormal!!! Qual o espanto??? A grande MERETRIZ deste estado é a DONA INJUSTIÇA. Onde um bando de cu sujo almas sebosas sobrevive extorquindo bandidos e criminosos. Pena que aqui não é nunca foi e jamais será um país sério. Cadeia nesse chibumgo

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  2. Um chefe de facção é alguém "importante", uma "otoridade" com muito dinheiro. Compreensível que...

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  3. EM UM PAIS EM QUE A JUSTIÇA FOSSE JUSTA
    O QUE NÃO É O CASO DO BRASIL
    ONDE SER HONESTO TA SENDO BEM RARO E VERGONHOSO
    COMO DIRIA RUY BARBOSA
    ELE ESTARIA NA CADEIA
    AQUI QUANDO ACONTECE ISSO ELES APOSENTAM
    DEIXANDO CLARO QUE TUDO DE ERRADO QUE A JUSTIÇA FAZ
    É ACOBERTAR OS ERROS DELES.

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  4. TRUMP vem ai seu cu sujo!!! Vcs que se acham da justiça ⚖️ cuidado. PCC e CV agora são ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS. Precisou um presidente homem de coragem tomar essa decisão. O PRESIDENTE CU sujo junto com a sua corja não queriam. TRUMP parabéns 🎉

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  5. PT, COMUNISTAS, PSOL, STF, PCC, CV SÃO FACÇÕES NARCOTRAFICANTES, LIGADA AO HAMAS, CARTEL LOS SOLES DE MADURO, PCC, E COMANDO VERMELHO É DO PT.

    ISSO É FATO NOTÓRIO, VIVE DO CRIME, VIVE DO NARCOTÁFICO, VAI SER PRESO IGUALZINHO MADURO, O LADRÃO PRESIDIÁRIO, GILMAR MENDES, ALEXANDRE DE MORAES.

    SÃO OS PRIMEIROS DA FILA.

    PARA FINALIZAR: QUERO PARABENIZAR OS COMENTÁRIOS ACIMA, MOSTRA QUE SÃO ACIMA DA MÉDIA DO BRASILEIRO, EM ESPECIAL OS NORDESTINOS.

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