Aumentou o número de vítimas fatais da tragédia que atingiu um grupo de trabalhadores baianos no Espírito Santo. Milton Neves Souza, de 48 anos, morreu no último sábado (16) após passar dias internado devido às graves queimaduras sofridas em um incêndio que destruiu o alojamento onde ele estava hospedado. O trágico acidente ocorreu na madrugada do dia 5 de maio, na zona rural do município capixaba de Vila Valério, logo após o primeiro dia de trabalho do grupo na colheita de café da região. A confirmação do falecimento foi feita por familiares da vítima.
Com a morte de Milton, o trágico episódio passa a contabilizar quatro óbitos no total, uma vez que os colegas de trabalho Aldino Alves Almeida, de 28 anos, Ilmar Gama de Souza, de 31, e Gildeson Gama Leite, de 30 anos, já haviam falecido nos dias anteriores em decorrência dos ferimentos. Todos os trabalhadores eram naturais do município de Barra, localizado no oeste da Bahia, de onde haviam partido em busca de oportunidade de emprego na lavoura cafeeira. Não houve registro de outras pessoas feridas no incidente.
O corpo de Milton Neves Souza está sendo transladado de volta para o estado da Bahia, onde será velado e sepultado na zona rural de sua cidade natal, embora a data e o horário exatos da cerimônia ainda não tenham sido definidos pelos parentes devido aos trâmites do transporte. O alojamento onde o fogo começou, que abrigava os baianos, ficou completamente destruído, com colchões queimados e o desabamento da estrutura do telhado, o que motivou a interdição imediata do espaço pelas autoridades policiais.
As causas que provocaram as chamas e a subsequente explosão no cômodo seguem sob intensa investigação dos órgãos competentes. De acordo com a secretaria de saúde de Vila Valério, surgiram relatos preliminares de testemunhas apontando para um possível vazamento de gás de cozinha. Por outro lado, a administração da fazenda de café levantou a suspeita de que as chamas possam ter sido causadas por um curto-circuito em uma tomada elétrica onde aparelhos celulares estavam sendo carregados. Uma perícia técnica detalhada da Defesa Civil e dos peritos criminais deve emitir um laudo definitivo apontando a origem real do desastre.




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