quinta-feira, 18 de junho de 2026

Ex-servidor da UFRB é condenado por amputar o próprio pé para tentar fraudar R$ 1,5 milhão em seguros

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) manteve a condenação de um ex-servidor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) acusado de cometer uma fraude securitária impressionante. O homem foi considerado culpado por provocar a amputação do próprio pé direito com o objetivo de receber aproximadamente R$ 1,5 milhão em indenizações de apólices de seguros. A decisão colegiada do tribunal rejeitou em definitivo os recursos apresentados pela defesa do réu.

De acordo com o histórico das investigações que basearam a denúncia, o ex-servidor, identificado como Vanderley dos Santos Gomes, havia realizado a contratação estratégica de quatro apólices distintas de seguro de vida e acidentes pessoais entre os meses de junho e julho de 2019. Os contratos foram firmados junto às companhias seguradoras Allianz, Zurich, Tokio Marine e Sompo. Poucas semanas após a assinatura dos documentos, o homem acionou as autoridades relatando ter sido vítima de um suposto sequestro seguido de agressão em uma área localizada entre os municípios de Cruz das Almas e São Gonçalo dos Campos, alegando que os criminosos teriam sido os responsáveis por cortar o seu pé.

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No entanto, no decorrer do trabalho de apuração, tanto as autoridades policiais quanto o Poder Judiciário identificaram severas inconsistências na versão apresentada pelo homem. Laudos periciais detalhados, relatórios médicos, documentos hospitalares e depoimentos de testemunhas apontaram fortes divergências técnicas no relato do suposto crime. Outro fator que acendeu o alerta dos investigadores foi o curtíssimo intervalo de tempo decorrido entre a contratação massiva dos seguros e a ocorrência do incidente, além da total ausência de detalhes concretos sobre os supostos criminosos e a dinâmica do fato.

A defesa do acusado chegou a alegar perante o tribunal a ausência de provas materiais robustas que pudessem comprovar que ele teria planejado e executado a própria automutilação visando a obtenção de vantagem financeira ilícita, mas os argumentos foram totalmente rejeitados pelos magistrados do TJ-BA. Com a manutenção da condenação definitiva, o ex-servidor foi sentenciado à pena de dois anos de reclusão. Por preencher os requisitos previstos na legislação, a pena privativa de liberdade foi convertida em medidas restritivas de direitos, e ele passou a cumprir a determinação judicial em regime aberto.

2 comentários:

  1. Bizarro, tudo isso por causa de dinheiro, a ganância cega as pessoas. Me lembro da bíblia quando o Senhor falou: "Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? "

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  2. Com tanta desonestidade entranhada no DNA, não teria sido mais prático de filiar numa organização partidária e praticar seus crimes legalmente? Ou quem sabe, separar a caixa de bosta do pescoço. Os bandidos que estão saqueando o Brasil apelidaram as quantias em milhões de reais de "trocados e dinheiro de cachaça".

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