Uma fatalidade comoveu os moradores do município de Remanso, localizado no norte da Bahia. Uma criança de apenas dois anos de idade perdeu a vida na manhã da última quarta-feira (3), após sofrer uma asfixia por engasgo enquanto consumia amendoim. O trágico incidente mobilizou as equipes de saúde locais, mas o desfecho foi marcado pela impossibilidade de uma transferência aérea imediata durante o período noturno, decorrente da infraestrutura aeroportuária da região.
De acordo com as informações oficiais divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Remanso, a ocorrência teve início na segunda-feira (1º), quando o menino se engasgou com o alimento. Imediatamente, os familiares socorreram a criança e a encaminharam para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. No local, a equipe médica de plantão adotou todos os protocolos e manobras possíveis na tentativa de remover a obstrução das vias aéreas e restabelecer a respiração normal do paciente. Contudo, diante da gravidade do quadro clínico e da necessidade de um suporte especializado de alta complexidade, os médicos constataram a urgência de uma transferência, uma vez que o município não dispõe de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica.
A regulação estadual chegou a liberar uma vaga em um hospital de grande porte por volta das 22h30 da terça-feira (2). Entretanto, a logística de transporte enfrentou um grave obstáculo: o deslocamento por meio de uma UTI aérea só pôde ser agendado para a manhã seguinte, pois o aeroporto de Remanso não possui sistema de iluminação na pista, fator que inviabilizou legal e tecnicamente o pouso ou a decolagem da aeronave de resgate durante a noite.
Já na manhã de quarta-feira (3), a equipe de profissionais da UPA iniciou os procedimentos para estabilizar o quadro de saúde do menino, garantindo as condições necessárias para que ele pudesse embarcar com segurança no avião sanitário. Infelizmente, durante o trajeto até a pista de pouso, a criança sofreu uma piora severa, não resistiu às complicações e faleceu no interior da ambulância de suporte avançado, quando já se encontrava no aeroporto da cidade. Em nota pública, a Secretaria de Saúde lamentou profundamente o óbito e reiterou que todas as medidas e recursos médicos cabíveis foram integralmente esgotados durante o período de internação e assistência ao menor.




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