Após a repercussão da prisão do ginecologista Hosaná Pereira de Santana, de 57 anos, o filho do médico, Hosaná Filho, manifestou-se publicamente para defender o pai e criticar a condução do caso. O profissional de saúde havia sido detido em flagrante na última sexta-feira (10), em uma clínica no bairro Vila Laura, em Salvador, sob a acusação de filmar uma paciente de 32 anos sem consentimento utilizando óculos com câmera embutida. O médico foi colocado em liberdade no domingo (12), após a realização da audiência de custódia, na qual a Justiça reconheceu a ilegalidade da prisão em flagrante por absoluta ausência de provas.
Em seu pronunciamento, Hosaná Filho afirmou que o pai foi alvo de acusações totalmente infundadas e de uma cobertura midiática sensacionalista, que preferiu criar uma narrativa prejudicial em vez de apurar os fatos com responsabilidade. De acordo com o relato do filho, o ginecologista jamais cometeu qualquer ato ilícito e o equipamento que motivou a denúncia e a confusão na unidade de saúde trata-se, na verdade, de um par de óculos inteligentes da Meta, que o profissional utiliza diariamente por possuir lentes de grau.
O jovem explicou as especificidades técnicas do dispositivo eletrônico para rebater a tese de espionagem, ressaltando que o aparelho não possui câmera oculta e só realiza captação de imagens caso seja ativado de forma manual pelo próprio usuário. Além disso, foi destacado que, sempre que o comando de gravação é acionado, o acessório emite obrigatoriamente um sinal luminoso claro e visível — semelhante a um flash —, notificando qualquer pessoa que esteja ao redor. Hosaná Filho garantiu que esse sinal luminoso nunca foi emitido durante os atendimentos médicos e reforçou que a própria decisão judicial confirmou que não existe nenhuma gravação íntima nos arquivos.
A defesa da família também contestou a informação divulgada inicialmente de que o médico teria confessado a prática às autoridades policiais. Segundo o comunicado, essa confissão jamais existiu e o ginecologista colaborou integralmente com a investigação desde o primeiro momento, entregando voluntariamente seus aparelhos celulares, os óculos e as respectivas senhas de acesso aos investigadores. O texto conclui lamentando os julgamentos precipitados promovidos nas redes sociais e destaca que, em mais de 30 anos de carreira na medicina, o profissional sempre pautou sua conduta pela ética, recebendo agora o apoio e a solidariedade de amigos e pacientes de longa data.



Quem vai ressarcir essa injustiça?
ResponderExcluirHoje, mulheres são intocadas. Não pode nem dizer um "Gostosa" que você é acusado.
O jornalismo vai pedir perdão?
Vai pagar pelo erro?