Uma advogada baiana de 45 anos foi morta a facadas no apartamento onde residia, em Lisboa, Portugal. Thaíse Ramos Bacelar foi localizada sem vida na Rua dos Prazeres, situada na Freguesia da Misericórdia. O crime ocorreu após uma discussão entre a profissional e um cidadão panamenho, de 29 anos, que dividia o imóvel com a vítima por meio de aluguéis de quartos individuais, modalidade bastante comum na capital portuguesa devido aos altos custos de moradia.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) foi acionada para atender à ocorrência no final da noite. Ao ingressarem no imóvel com a porta entreaberta, os agentes encontraram o suspeito ensanguentado na sala e a advogada caída na cozinha, apresentando perfurações no rosto e no pescoço. O socorro médico compareceu ao local, mas apenas atestou o óbito. O homem foi preso em flagrante e confessou o crime em depoimento, alegando ter perdido o controle após desentendimentos motivados pela convivência nas áreas comuns da casa. Vizinhos relataram às autoridades que atritos anteriores decorrentes de motivos fúteis, como o consumo indevido de alimentos na geladeira, já haviam provocado a presença policial no endereço em ocasiões passadas.
Natural de Salvador, Thaíse residia há cerca de três anos em Portugal, onde exercia a advocacia — prestando serviços inclusive para o governo português — e cursava mestrado visando à docência superior. Ela não deixa esposo nem filhos. Após os trâmites de liberação no exterior, o corpo foi trasladado para a Bahia e sepultado no Cemitério Bosque da Paz, na capital baiana. A investigação das autoridades portuguesas prossegue para detalhar a dinâmica do ataque.
O caso de Thaíse integra uma sequência recente de episódios violentos envolvendo brasileiras no país europeu. Poucos dias depois, no município de Oeiras, Gabriela Barbosa, de 33 anos, foi morta dentro de casa. As apurações apontam que o próprio filho da vítima, um adolescente de 15 anos, aplicou um golpe do tipo "mata-leão" na mãe durante um desentendimento, causando o sufocamento fatal. O jovem permaneceu no imóvel com o corpo ao longo do dia seguinte antes de se entregar à polícia. Natural de Osasco (SP), Gabriela vivia em Portugal desde 2024. O caso era acompanhado por órgãos de proteção infantil locais devido a denúncias prévias de agressão na família, e o adolescente agora cumpre medidas tutelares previstas na legislação portuguesa.




As pessoas falam que ir para portugal e muito prospero..agora eu imagino um pessoa com ela advogada,trabalhando para o governo portugues,.nao tinha condicoes de pagar um aluguel decente. Imagine um sem profissao
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