A delegada da Polícia Civil da Bahia Ilma Leonor Magarão foi afastada cautelarmente de suas funções pelo prazo de 90 dias após ser cumprido contra ela um mandado de busca e apreensão. A medida faz parte de um desdobramento de investigações conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), que apura um suposto esquema de corrupção, fraudes e lavagem de capitais vinculados a contratos de infraestrutura pública no estado.
A operação ganhou grande repercussão após a prisão temporária de três empresários ligados à construtora Pejota Construções e Terraplanagem, em Salvador. Em desdobramentos subsequentes, agentes cumpriram ordens judiciais de busca na residência do ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), Sérgio de Oliveira Silva.
O foco das apurações recai sobre irregularidades em obras estaduais, incluindo contratos destinados à construção e reforma de estruturas de segurança pública. Estimativas indicam que o ex-gestor participou do planejamento e implantação de cerca de 200 a 300 unidades policiais na Bahia. As investigações do DRACO também alcançam outros servidores e agentes públicos. Uma servidora que atuou na coordenação de infraestrutura da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e que já havia sido detida anteriormente, passando a fazer uso de tornozeleira eletrônica, figura entre os alvos.
Além disso, um policial civil é investigado e, segundo apurações da imprensa, teria admitido participação nas irregularidades, confessando o recebimento de valores em troca de tentativas de interferência no andamento dos inquéritos. Até o momento, os detalhes específicos sobre a conduta atribuída à delegada Ilma Leonor Magarão ou eventual grau de proximidade com os empresários e gestores investigados não foram oficialmente divulgados. O procedimento administrativo e criminal segue sob sigilo parcial para resguardar a coleta de novas provas.



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