quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Estudo aponta que quase um quarto dos pacientes em tratamento com antidepressivos também tratam doenças crônicas no Brasil

A busca por tratamentos de saúde mental no país revela uma importante sobreposição com o cuidado de enfermidades físicas de longa duração. Um levantamento inédito realizado pela empresa de gestão de programas de acesso a medicamentos Funcional aponta que 22,8% das pessoas que utilizam antidepressivos realizam concomitantemente terapias farmacológicas voltadas para a gestão de doenças crônicas.

O estudo foi elaborado com base no cruzamento de dados de mais de 2 milhões de beneficiários do programa Benefício Farmácia, mantido por empresas privadas para seus colaboradores e dependentes. O monitoramento das prescrições e compras, efetuado entre maio de 2025 e abril de 2026, revelou que 35,7% dos pacientes em uso de medicamentos antidepressivos utilizam substâncias pertencentes a duas ou mais classes terapêuticas distintas.

Entre as associações de fármacos mais recorrentes nos prontuários analisados, destacam-se os remédios para controle do diabetes e redução da glicemia, presentes na rotina de 14% do grupo monitorado. Em seguida aparecem os anti-hipertensivos, utilizados por 10,4% dos pacientes, e os medicamentos indicados para a regulação dos níveis de colesterol, consumidos por 9,1% desse contingente. Os especialistas destacam que esses percentuais podem se sobrepor, uma vez que um único paciente frequentemente faz uso combinado de tratamentos para hipertensão, diabetes e colesterol associados aos cuidados com a saúde mental.

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