terça-feira, 29 de setembro de 2026

Ex-presidente da Câmara de Ilhéus, "Dr. Jó" é preso para cumprir pena de 15 anos por corrupção e fraude

O ex-presidente da Câmara Municipal de Ilhéus, Josevaldo Viana Machado, conhecido popularmente como "Dr. Jó", teve o mandado de prisão cumprido nesta segunda-feira. A confirmação da ordem judicial foi registrada nesta terça-feira pela 1ª Vara Criminal da comarca local, após despacho assinado pela juíza Emanuele Vita Leite Armede. O ex-parlamentar dará início ao cumprimento de uma pena fixada em 15 anos de reclusão, em regime inicial fechado, após ser condenado pelos crimes de peculato, corrupção passiva e fraude à licitação.

A condenação de Josevaldo é desdobramento direto da Operação Xavier, deflagrada em maio de 2019 pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em conjunto com a 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus e a Polícia Rodoviária Federal. As investigações apuraram um esquema de corrupção estruturado durante a gestão do político na presidência do Legislativo ilheense, ao longo do biênio 2013–2014.

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De acordo com a denúncia oferecida pelo órgão ministerial em abril de 2020, que também envolveu empresários do setor, o ex-vereador utilizou o cargo público para direcionar e superfaturar contratos de prestação de serviços contábeis com as empresas SCM Serviços e Consultoria Contábil e Contábil Contabilidade e Informações. O Ministério Público comprovou que, de um contrato de R$ 430 mil firmado com uma das empresas, repasses diretos que somaram R$ 25,7 mil foram efetuados para as contas pessoais de Josevaldo.

Após sucessivas tentativas da defesa para reformar a decisão, o Tribunal de Justiça da Bahia negou todos os recursos apresentados, ratificando a sentença em sua totalidade. Os desembargadores entenderam que o conjunto probatório demonstrou de forma inequívoca o desvio de verbas públicas e o recebimento de propina pelo ex-gestor. Com o trânsito em julgado decretado em maio deste ano, esgotaram-se as possibilidades de recurso, culminando na decretação de sua prisão imediata para o cumprimento da pena na cadeia.

Um comentário:

  1. Uma hora chega nessa galera de itabuna.
    Tão pensando que não Tão investigando.

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