A população do município de Ubatã, no Médio Rio de Contas, voltou a ser alvo de um esquema criminoso de extorsão praticado por meio de ligações telefônicas. Bandidos têm utilizado dados pessoais das vítimas para aplicar o chamado "golpe da facção", gerando pânico e prejuízos financeiros na comunidade.
A abordagem segue um roteiro planejado para intimidar as vítimas. Durante a chamada, o estelionatário se apresenta como membro de uma organização criminosa e acusa a pessoa de estar repassando informações sigilosas ou denúncias para a polícia. Em seguida, o criminoso adota o tom de intermediário e afirma que, mediante o pagamento imediato de uma quantia em dinheiro, pode intervir para evitar que comparsas invadam a residência e executem a vítima e seus familiares.
Diante da gravidade do tom e do medo de retaliações reais, moradores acabam cedendo à pressão e realizando transferências bancárias via Pix. Há registros de prejuízos que variam de R$ 2 mil a R$ 5 mil por ocorrência. Em um dos casos mais recentes, um morador percebeu a tentativa de fraude, gravou a tela do celular durante a conversa e se recusou a realizar qualquer depósito, registrando a abordagem para servir de alerta público.
A principal suspeita das forças de segurança é de que os criminosos obtenham nomes completos, endereços, números de telefone e laços familiares por meio de perfis abertos em redes sociais e bancos de dados vazados, utilizando esses detalhes para dar veracidade ao discurso intimidador.
A Polícia Civil e as autoridades policiais orientam que, ao receber ligações com esse teor, a população mantenha a calma, não forneça nenhum dado pessoal, recuse qualquer transferência financeira, desligue a chamada imediatamente, bloqueie o número do contato e registre o boletim de ocorrência na delegacia territorial.


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