quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Jequié lidera prisões na Bahia durante megaoperação Eirene II contra facção criminosa no Sudoeste do Estado

O município de Jequié registrou o maior volume de prisões executadas no estado durante a deflagração da Operação Eirene II, realizada nesta quarta-feira (16) para desarticular uma organização criminosa de alta periculosidade. Coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/BA) — composta pelas polícias Federal, Civil e Militar —, a investida cumpriu mandados de prisão expedidos pela Justiça da Comarca de Jequié, cidade apontada pelas investigações como o principal reduto de atuação do grupo no Sudoeste baiano.

Dos mandados judiciais cumpridos em território baiano, nove alvos foram capturados em Jequié. As diligências da força-tarefa também alcançaram suspeitos nos municípios de Vitória da Conquista, Serrinha, Mutuípe, Laje, Ilhéus, Itapetinga, Brumado e Salvador, além de ramificações nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. A estrutura da facção é investigada por envolvimento direto em homicídios, tráfico de entorpecentes, extorsões, lavagem de capitais e porte ilegal de armas de fogo.

No total, o balanço da operação abrange 102 ordens judiciais, divididas entre 45 mandados de prisão preventiva e 57 de busca e apreensão. Para sufocar o braço financeiro do crime organizado, o Poder Judiciário determinou o bloqueio cautelar de mais de R$ 12 milhões em bens e contas bancárias vinculadas aos integrantes. As forças de segurança mantêm os trabalhos de apuração para identificar todos os ramais da rede criminosa, e os nomes dos custodiados não foram divulgados pelas autoridades oficiais.

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