sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Operação Iceberg desarticula rede de tráfico VIP na Bahia que movimentava milhões e lavava dinheiro em nome de parentes

Uma investigação da Polícia Civil da Bahia revelou a engenharia financeira e a logística de luxo empregadas por uma organização criminosa voltada ao comércio de entorpecentes sintéticos e de alta pureza no estado. Alvo principal da Operação Iceberg, deflagrada na quinta-feira (24), Erick Castro Gusmão Seixas foi preso em Salvador sob a acusação de liderar as vendas de drogas para médicos, empresários e clientes de alto poder aquisitivo. Para ocultar os lucros ilícitos do esquema, o suspeito registrava veículos de luxo no nome da própria avó.

Além de Erick, a ofensiva policial resultou na prisão de outras dez pessoas e no cumprimento de uma ordem judicial contra um 12º envolvido que já custodiava em um presídio no estado de Sergipe. As equipes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva em condomínios de alto padrão na capital baiana e em municípios do interior, a exemplo de Ilhéus, Vitória da Conquista, Santo Antônio de Jesus e Jaguaripe.

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Segundo a apuração policial, a ostentação servia como fachada para disfarçar a origem do capital. Os investigados mantinham rotina de classe alta e circulavam em veículos de valor elevado. Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio e a apreensão de bens avaliados em mais de R$ 1,1 milhão, incluindo automóveis das marcas Audi (modelos A4 e Q3), BYD Song Plus, Volkswagen Amarok, Honda CR-V, Jeep Compass, Chevrolet Tracker e motocicletas.

As investigações detalharam ainda a participação de outros operadores do grupo. Theo Macedo e Dantas, apontado como o principal fornecedor de drogas para Erick, utilizava o CNPJ inativo da empresa de sua própria mãe como fachada comercial para lavar o dinheiro, tendo movimentado sozinho R$ 621.489,73 ao longo do período monitorado. Outro integrante, Matheus Ribeiro Mello do Nascimento, operava contas bancárias em nome de terceiros e utilizava o veículo do pai nas ações ilícitas, sendo o encarregado de prospectar fornecedores e rotas de abastecimento de entorpecentes vindos do Paraguai.

O grupo comercializava drogas de alto valor no mercado através do Instagram, utilizando perfis codificados com nomes como "ICE", "WOLF", "DRY", "FLOR 24K" e "REFIL HALLU CALIFA". As encomendas eram alinhadas via mensagens privadas e o pagamento efetuado predominantemente por meio de transferências via Pix. Após a confirmação da transação, os entorpecentes eram entregues em pontos estratégicos ou despachados para cidades do interior camuflados em recipientes de cosméticos e cremes corporais.

Um comentário:

  1. Quando envolve alguem importante e ligado a autoridades, coloca em segredo de justica, para a imprensa nao divulgar e povo nao saber. Tem advogado preso por facccionismo tem policiais militares presos por fazerem seguranca do trafico, tem que divulgar o que encontrado nos celulares, do advogado e dos policiais. Muita coisa. O povo precisa saber

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