terça-feira, 22 de setembro de 2026

Operação Quatro Torres cumpre 18 mandados, expõe cooptação de PMs por advogado e desmantela esquema que movimentou quase R$ 700 milhões em Ilhéus

Novos e impressionantes detalhes sobre a Operação Quatro Torres foram revelados na tarde desta terça-feira (22) pelos delegados André Aragão, coordenador da 7ª Coorpin/Ilhéus, e Évi Paternostro, diretor da Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Sul). A megassérie de diligências, deflagrada simultaneamente na Bahia e em outros quatro estados (Sergipe, Espírito Santo, São Paulo e Alagoas), resultou no cumprimento de 18 mandados de prisão preventiva e 51 mandados de busca e apreensão. Além disso, análises financeiras apontam que o bando movimentou a cifra expressiva de R$ 698 milhões nos últimos quatro anos, resultando no bloqueio judicial de até R$ 300 milhões em contas e ativos dos investigados.

Segundo as investigações, a denominação da operação faz referência ao fatiamento territorial de Ilhéus promovido por quatro grandes lideranças do tráfico de drogas, responsáveis por comandar a distribuição de entorpecentes e determinar execuções sumárias na região. Durante a fase de apurações, a polícia já havia capturado duas dessas lideranças — Edson Caboco e o "Pilão", que estava foragido e foi localizado escondido na Bolívia. Ambos já foram transferidos e cumprem pena em presídio de segurança máxima. A ação deflagrada nesta terça-feira mirou a captura dos outros dois chefões e de todo o escalão intermediário, englobando gerentes, executores e operadores de pontos de venda de drogas.

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Um dos pontos mais sensíveis levantados pelo trabalho de inteligência policial foi a descoberta de um núcleo de cooptação dentro da estrutura criminosa. As provas colhidas pela Polícia Civil apontam que um advogado atuava ativamente como intermediário e operador de propinas para aliciar dois policiais militares. 

A investigação revelou que os servidores públicos repassavam informações privilegiadas sobre operações policiais iminentes, remanejavam patrulhas e desviavam guarnições para favorecer a atuação da facção, recebendo contraprestações financeiras custeadas por uma espécie de "caixinha" mantida pelo grupo. A gravidade dos elementos levou o Poder Judiciário a designar um colegiado de três magistrados para deliberar e expedir os mandados de prisão contra o advogado e os dois policiais militares.

Com a apreensão de celulares, computadores, pendrives e documentos nas cidades de Ilhéus, Itabuna, Porto Seguro, Luís Eduardo Magalhães, Salvador e em outros estados, a Polícia Civil fortalecerá o Núcleo de Inteligência de Ilhéus para dar prosseguimento ao rastreio de novos envolvidos e aprofundar a asfixia financeira da organização.




2 comentários:

  1. Na Urbis 4 tem chefão, peixe grande. Tá milionário. KD a polícia. Ou rola propina

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  2. Tem que botar a cara dos policiais na tela.

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