O capitão da Polícia Militar da Bahia Fabrício Carlos Santiago dos Santos, também conhecido como Capitão Toddy, foi condenado a penas que somam 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão. As decisões foram proferidas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador, após quatro ações penais apresentadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). As investigações apontaram que o oficial utilizava sua posição de comando para obter benefícios financeiros e direcionar recursos da Polícia Militar para atender a interesses particulares, principalmente no município de Santa Cruz Cabrália, no extremo sul baiano.
A condenação mais recente ocorreu na quinta-feira (8 de outubro), quando o militar recebeu pena de 18 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva majorada e peculato. Segundo o Ministério Público, durante o período em que comandava a 4ª Companhia da PM de Santa Cruz Cabrália, o capitão recebeu pagamentos indevidos para disponibilizar policiais militares e viaturas na segurança particular de uma barraca de praia localizada em Coroa Vermelha. Ele também fornecia informações antecipadas sobre operações de fiscalização.
Um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores foi a identificação de 74 transferências financeiras, que totalizaram R$ 102.013,72. Conforme as apurações, os valores estavam relacionados ao direcionamento de recursos públicos para atividades particulares. Essa, porém, não foi a única condenação do militar. Em junho de 2026, ele recebeu outra pena de 21 anos, um mês e 27 dias de prisão por corrupção passiva e peculato. Nesse processo, a Justiça considerou comprovado o recebimento de vantagens indevidas para disponibilizar policiais e viaturas na segurança de uma propriedade particular na região de Campo Verde.
Em setembro de 2025, o capitão já havia sido condenado a cinco anos, um mês e 27 dias de prisão por corrupção passiva. A primeira sentença, proferida em maio daquele ano, estabeleceu pena de seis anos, dois meses e oito dias pelo mesmo crime, após a apuração de irregularidades envolvendo a liberação de uma motocicleta apreendida e a cobrança de vantagens indevidas. As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), vinculado ao Ministério Público da Bahia.
Fabrício Carlos Santiago dos Santos permanece preso preventivamente desde janeiro de 2025. Não foram confirmadas informações sobre eventuais recursos apresentados pela defesa contra as condenações. As informações foram divulgadas pelo Ministério Público da Bahia e repercutidas pela imprensa estadual.



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