quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Estudante denuncia racismo e agressão no Colégio Adeum Sauer em Itabuna; direção se manifesta e novas denúncias emergem

Um caso de extrema gravidade mobiliza a comunidade escolar e gera forte indignação em Itabuna. A estudante Bruna Andrade denunciou ter sido vítima de injúria racial e agressão física dentro da sala de aula no Colégio Estadual Adeum Sauer. O episódio desencadeou uma onda de protestos entre os alunos, relatos sobre condutas da gestão e a promessa de desdobramentos ao longo desta semana.  

​Segundo os relatos divulgados por estudantes, a jovem teria sido verbalmente agredida com termos racistas, ameaçada de que "queimaria no inferno" por causa do tom de sua pele e, na sequência, atingida por um soco no braço e empurrões. Diante da situação, a aluna buscou apoio com a direção da unidade, mas afirmou ter enfrentado descaso e falta de empatia. De acordo com Bruna, a gestão tentou justificar as atitudes do agressor pelo fato de ele possuir autismo, classificando a ação como uma demonstração de "paixão" e negando o pedido de transferência do estudante de turma, aplicando a ele apenas uma suspensão de três dias.  

Vídeo: 

​A reação dos demais colegas de classe foi imediata. Notas de repúdio e manifestações públicas passaram a circular nas redes sociais questionando o uso de condições neurodivergentes para respaldar atos discriminatórios e apontando contradições na aplicação do regimento escolar.  

​Em resposta aos questionamentos encaminhados pela redação do Blog Verdinho Itabuna, a gestora geral do Colégio Estadual Adeum Sauer encaminhou uma nota oficial de esclarecimento. A instituição informou que o atendimento inicial foi prestado pela vice-diretora, que ouviu os estudantes separadamente e convocou os responsáveis. Segundo o relato do aluno prestado à escola, a confusão teria começado após brincadeiras com sua mochila e que ele teria reagido impulsivamente, reconhecendo o erro e pedindo desculpas em seguida. A direção ressaltou que o jovem possui laudo médico e faz uso de medicação, aspectos que serão levados em consideração no acompanhamento do caso.

​A nota oficial detalha ainda que o estudante foi afastado temporariamente das atividades escolares por três dias e que o registro formal da ocorrência será encaminhado ao Ministério Público, ao Conselho Tutelar e à Vara da Infância e da Juventude. A escola acrescentou que disponibilizará acolhimento psicológico à estudante Bruna e aos demais envolvidos, além de promover ações educativas com a turma sobre respeito mútuo. Por fim, a vice-direção alegou que, no momento do atendimento inicial, a aluna relatou as ofensas verbais, mas não mencionou ter sofrido agressão física.

​A repercussão da denúncia brought à tona novos relatos de ex-alunos e estudantes atuais da unidade escolar, que passaram a denunciar episódios recorrentes de pressão psicológica, xingamentos por parte da gestão e constrangimentos públicos no pátio. Como forma de organização, os estudantes já criaram uma página de mobilização no Instagram, que rapidamente ultrapassou a marca de 350 seguidores, espaço onde diversos alunos utilizam a rede para expor seus relatos como vítimas. A equipe do Blog Verdinho Itabuna apura ainda a informação de que manifestantes organizam um ato público em frente ao colégio na manhã desta quinta-feira. A redação segue acompanhando os desdobramentos e a apuração dos órgãos fiscalizadores.

Nenhum comentário:

Postar um comentário