O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou atrás no posicionamento adotado após a apuração do segundo turno das eleições presidenciais e desistiu de acionar a Justiça para solicitar a anulação do resultado ou a cassação da chapa vitoriosa. A mudança de postura ocorreu nesta segunda-feira (26), após o parlamentar ser aconselhado por interlocutores e aliados políticos sobre a inviabilidade do pedido.
Horas antes de reavaliar a estratégia, o candidato derrotado havia gravado um pronunciamento publicado em suas redes sociais no qual afirmava que contestaria a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na ocasião, o senador alegava que a campanha adversária teria incorrido em abuso de poder político e econômico, além de voltar a criticar a prorrogação do horário de votação por duas horas em seções com filas, ocorrida no domingo (25) devido a problemas registrados no transporte público em diversas capitais.
A desistência de judicializar a eleição foi consolidada após reuniões com sua equipe e aliados estratégicos, que demonstraram a ausência de consistência jurídica na tese apresentada. Integrantes da campanha argumentaram que uma ação desse porte enfrentaria um cenário altamente desfavorável tanto no TSE quanto no Supremo Tribunal Federal (STF), onde as decisões recentes têm reafirmado a integridade do processo eleitoral.
O recuo na articulação jurídica ocorreu no mesmo dia em que o senador enfrentou desdobramentos no âmbito judicial, ao ser intimado pela Polícia Federal para realizar a entrega de seus passaportes, em cumprimento a uma ordem emitida pela Suprema Corte.






Só que não
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