sábado, 24 de outubro de 2026

MP-BA abre investigação sobre nepotismo em Cansanção após prefeita nomear a própria filha e recuar da decisão

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) instaurou uma investigação para apurar suspeitas de nepotismo no município de Cansanção, no norte baiano, envolvendo a prefeita Vilma Gomes (MDB). O procedimento investigatório foi motivado pela nomeação da própria filha da gestora, Pollyanna Oliveira Gomes, para o cargo de chefe de gabinete da administração municipal. Diante da repercussão do caso e do início da apuração do órgão controlador, a prefeita voltou atrás e revogou a designação.

​A nomeação de Pollyanna havia sido oficializada em 16 de outubro por meio de portaria municipal. Na ocasião, o governo de Cansanção defendeu a escolha sustentando que a nomeada possui graduação em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda, alegando capacidade técnica e respaldando-se na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece diferenciações para nomeações em cargos de natureza política. No entanto, a repercussão negativa e a denúncia formalizada junto aos canais de atendimento do Ministério Público levaram o órgão a requisitar documentos e informações à prefeitura para analisar o cumprimento dos princípios constitucionais de moralidade e impessoalidade na gestão pública.

​O impasse administrativo reacendeu a atenção pública sobre o histórico jurídico da família que comanda a política local. Em agosto de 2024, a prefeita Vilma Gomes e sua filha Pollyanna foram condenadas em primeira instância pela 2ª Vara Federal Criminal de Salvador a 7 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão por lavagem de dinheiro. A mesma sentença determinou pena de mais de 9 anos de prisão para o ex-prefeito Ranulfo da Silva Gomes, marido de Vilma e pai de Pollyanna.

​Segundo as investigações da Operação Making Of, deflagrada pelo Ministério Público Federal (MPF), o grupo familiar teria participado do desvio de mais de R$ 26,5 milhões em recursos públicos do município entre os anos de 2011 e 2014, por meio de fraudes em licitações e simulação de concorrências com empresas ligadas a parentes. À época dos fatos investigados, Vilma exercia o cargo de secretária municipal de Saúde, enquanto Pollyanna geria uma das empresas prestadoras de serviço do município. O processo criminal atualmente encontra-se em fase de recurso e aguarda julgamento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Um comentário:

  1. Que aqui em Itajuípe todo mundo da família do prefeito ta nomeado na prefeitura pra cargo bom. Isso não da em nada nem nunca deu. A família da primeira dama toda tbm tá em cargo bom. E muitos deles não pagam nem mercado pq pega na nota da prefeitura nos estabelecimentos comerciais da cidade. De desodorante a carne muitos amigos do prefeito não pagam nada. Ta é bom

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