Representantes da Associação dos Músicos de Itabuna (AMUI) ocuparam as galerias da Câmara de Vereadores para manifestar indignação contra a postura da Secretaria de Segurança e Ordem Pública (SESOP) no município. O foco das reclamações é a condução da Operação Sossego, que visa o combate à poluição sonora, mas que, segundo a categoria, tem sido executada de forma truculenta e sem o devido diálogo. Os músicos alegam que as fiscalizações rigorosas estão prejudicando diretamente o sustento de diversos profissionais e os estabelecimentos que promovem música ao vivo, afetando também a renda de garçons e demais funcionários do setor de entretenimento.
Durante a sessão plenária, os integrantes da associação cobraram uma postura mais equilibrada por parte do poder público municipal. Eles defendem que é possível realizar a fiscalização sonora sem inviabilizar o trabalho da categoria cultural, que ainda busca se consolidar após períodos de dificuldade. O pedido central é a abertura de um canal de diálogo com a prefeitura para que sejam estabelecidas diretrizes claras que permitam as apresentações artísticas dentro da legalidade, mas sem abordagens que intimidem os trabalhadores e frequentadores. O protesto reforça a necessidade de conciliar a ordem pública com a preservação dos postos de trabalho e da cultura local em Itabuna.








