terça-feira, 17 de março de 2026

CASO PRESÍDIO DE EUNÁPOLIS: Justiça concede liberdade a ex-diretora suspeita de facilitar fuga em massa

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou a soltura de Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis. O alvará de soltura foi entregue na unidade prisional na última segunda-feira (16) e a previsão é de que ela deixe a custódia nesta terça-feira (17). Joneuma estava detida preventivamente sob a acusação de envolvimento na fuga de 16 internos.

O episódio que deu origem à investigação ocorreu em dezembro de 2024, quando um grupo de homens armados invadiu o presídio para resgatar detentos. Na ocasião, o confronto com as forças de segurança resultou na morte de dois fugitivos; um terceiro foi recapturado pouco tempo depois. Atualmente, a polícia segue em busca de 13 homens que permanecem foragidos.

Desdobramentos da Investigação

A prisão de Joneuma ocorreu no dia 4 de março, durante uma operação da Polícia Civil que visava colher novas provas sobre a facilitação do crime. Na mesma ação, um suspeito de envolvimento conseguiu escapar após trocar tiros com os policiais. No imóvel alvo das buscas, foram apreendidos materiais que agora integram o inquérito, como drogas, quantias em dinheiro e anotações que indicariam a logística do esquema.

A ex-diretora é investigada por suposta negligência ou colaboração direta que teria permitido a entrada do grupo armado e a saída dos detentos. Com a decisão do TJ-BA, Joneuma deve responder ao processo em liberdade, embora medidas cautelares possam ser aplicadas enquanto a Polícia Civil conclui as investigações para identificar todos os responsáveis pela invasão e os paradeiros dos detentos foragidos.

Veja abaixo os nomes dos internos que fugiram do presídio:

  1. Anailton Souza Santos, o Nino, morto em confronto com a polícia em janeiro de 2025 em Eunápolis;
  2. Valtinei dos Santos Lima, conhecido como Dinei, recapturado em setembro de 2025, em Porto Seguro;
  3. Rubens Lourenço dos Santos, conhecido como Binho Zoião (da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis), morto na megaoperação do Rio de Janeiro, em outubro de 2025;
  4. Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dadá (chefe da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis);
  5. Sirlon Risério Dias Silva, conhecido como Saguin (sub líder da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis);
  6. Altieri Amaral de Araújo, conhecido como Leleu (sub líder da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis);
  7. Mateus de Amaral Oliveira;
  8. Geifson de Jesus Souza;
  9. Anderson de Oliveira Lima;
  10. Fernandes Pereira Queiroz;
  11. Giliard da Silva Moura;
  12. Romildo Pereira dos Santos;
  13. Thiago Almeida Ribeiro;
  14. Idário Silva Dias;
  15. Isaac Silva Ferreira;
  16. William Ferreira Miranda.

4 comentários:

  1. Oxente, se foi solta é pq não cometeu crime, tem que prender quem cometeu essa falsa denúncia e prendeu a pobre da moça, sujando a imagem da mesma,ou estou errado?

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    1. Estás esquecendo que estamos num república de bandidos chamada BOSTIL. Aqui ladrão julgado, condenado e preso é solto pelos parças e swe torna presidente e corno de galinha internacional!

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  2. E uma pouca vergonha, condenada trouxe um caos a toda região muitos mortes por causa dessa mãe e fica solta obrigado justiça

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  3. A SETTRAN e a Prefeitura de Itabuna só servem para multar; trabalho preventivo contra acidentes, elas não fazem. Basta ver a quantidade de ocorrências que a mídia noticiou só da semana passada para cá. Aqui no Santo Antônio, no cruzamento da Rua João Franco com a Rua Castro Alves, próximo à Rota Transportes, a situação é crítica. Ontem mesmo houve uma colisão entre duas motos que, não foi noticiada. E olha que os acidentes nesse local são constantes — muitos deles sequer entram nas estatísticas oficiais da SETTRAN. O que a população precisa são de redutores de velocidade para prevenir novas tragédias, mas a prefeitura continua omissa.

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