sexta-feira, 21 de outubro de 2022

MP-BA pede que PMs suspeitos de torturar e matar homem em Itapebi voltem a ser presos

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) informou nesta quinta-feira (20) que pediu que a prisão dos policiais militares suspeitos de torturar e matar Epaminondas Batista Mota, em uma delegacia de Itapebi, no sul da Bahia, voltassem a ser presos.

O pedido foi acatado pela segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, mas os mandados não haviam sido cumpridos até a noite desta quinta, conforme o órgão estadual.

Epaminondas, que era deficiente físico e aposentado por invalidez, foi preso por furtar um celular em um velório. Ele foi morto no dia 16 de janeiro deste ano. 

Os policiais suspeitos do crime foram presos em março deste ano, por decisão da Justiça Militar. No entanto, em junho, foram soltos após habeas corpus. Na decisão atual, a Justiça revogou a liminar favorável a soltura dos PMs .

Ainda de acordo com o órgão público, a Justiça considerou a necessidade da prisão preventiva para proteger a ordem pública.


Relembre o caso

Segundo consta na denúncia, Epaminondas Batista, de 52 anos, estava no "Bar do Zai", na Travessa Belmonte, na região central de Itapebi, quando os policiais chegaram e fecharam a porta do estabelecimento.

Em seguida, teriam perguntado para Epaminondas sobre o celular que ele supostamente havia furtado.

O homem teria negado o crime e os denunciados o agrediram fisicamente, sem que ele esboçasse qualquer reação, até a morte. Em seguida, ele foi levado à delegacia, mas o carcereiro da unidade informou que o homem já chegou inconsciente. Epaminondas morreu horas depois.

Em depoimento, os policiais negaram a tortura e disseram que, após a abordagem, o homem foi levado ao hospital porque se queixava de dores nas pernas. Segundo os PMs, a médica disse que o paciente não apresentava problemas. A profissional também prestou depoimento e informou que Epaminondas estava lúcido e não apresentava fratura nas pernas.

Os dois policiais foram denunciados por meio de uma atuação conjunta do Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e a 6ª Promotoria de Justiça de Eunápolis. //g1

4 comentários:

  1. Complicado entender essa matéria,o cara foi espancado até a morte,o carcereiro recebeu mas só viu q estava morto horas depois, depois entra a história de uma médica q atendeu o cara depois q saiu do bar .verdinho vamos buscar as informações antes de divulgar uma salada de fruta,

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    1. Outra coisa foi pego o furto com o morto ?

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  2. Por essas e por outras que o segurança pública tá cada dia pior, o policial pra ir atender uma ocorrência tem q ter perdido o amor pela sua vida,depois cai todo mundo de pau encima do policia.comunidade, imprensa,MP. O cara fica e desempregado. Quem tem moral é vagabundos.absurdo.

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  3. Já pensou de essa homem tivesse comprado 51 imóveis em dinheiro vivo ?

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