sexta-feira, 29 de maio de 2026

Bahia ocupa 6ª posição nacional em registros de desaparecidos e delegada desmistifica espera de 24 horas para notificação

A Bahia contabilizou 4.163 registros de pessoas desaparecidas ao longo do ano de 2025, de acordo com os indicadores consolidados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O balanço estatístico posiciona o estado no sexto lugar do ranking nacional de ocorrências dessa natureza, em um cenário em que o Brasil computou um total de 85.232 desaparecimentos no mesmo período. Os dados federais são alimentados de forma contínua por meio dos boletins de ocorrência emitidos pelas Secretarias de Segurança Pública estaduais e do Distrito Federal.

Os indicadores federais, contudo, apresentam divergências em relação aos números tabulados localmente pela Polícia Civil da Bahia através do Instituto de Segurança Pública, Estatística e Pesquisa Criminal (ISPE). O órgão estadual, que aplica critérios metodológicos próprios, computou 730 casos de desaparecimento em 2025. Apesar da disparidade quantitativa entre os sistemas, o levantamento do ISPE indica uma tendência de queda no estado em comparação com o ano de 2024, quando haviam sido formalizados 791 registros em território baiano.

A análise do perfil sociodemográfico realizada pelo Sinesp revela que a maioria absoluta das vítimas pertence ao sexo masculino, correspondendo a mais de 64% do montante, com 2.680 ocorrências. O público feminino somou 1.382 notificações, o que representa aproximadamente 33,20% das estatísticas, enquanto 101 registros não contaram com a especificação de gênero. No recorte por faixa etária, o sistema nacional aponta a prevalência de adultos, com 3.094 casos envolvendo maiores de 18 anos, ao passo que a população infantojuvenil, de 0 a 17 anos, respondeu por 980 ocorrências, restando 89 notificações sem a identificação da idade civil.

A articulação das forças de segurança estaduais no enfrentamento a essa problemática é centralizada em Salvador pelo Departamento de Proteção à Pessoa (DPP), unidade que integra a estrutura do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Nas cidades do interior da Bahia, o acolhimento e o direcionamento desses procedimentos ficam a cargo das Delegacias Territoriais de cada município. Em entrevista ao Bahia Noticias, a delegada Ana Cristina Carvalho, titular do DPP, detalhou os fluxos de atuação operacional do departamento e chamou a atenção para os desafios práticos que envolvem o início das buscas e as investigações para a localização de cidadãos desaparecidos. A autoridade policial enfatizou a importância do início imediato dos procedimentos civis, desmistificando o antigo mito popular de que as famílias precisam aguardar o decurso de 24 horas para formalizar o boletim de ocorrência.

2 comentários:

  1. Apenas o CRIME ORGANIZADO funciona neste estado de miséria que é a Baêêa. Para piorar ainda temos um desgovernador que passa o tempo a assinar contratos de empréstimos bancários e a passear de helicópteros encantando os jumentos por onde pousa encenando assinaturas de papéis em branco simulando ordens de serviço q

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  2. A única organização que funciona neste estado de desgraças é a FEDERAÇÃO das ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS que se apoderaram do território com a parceira da quadrilha Petralha. Porisso que o Boi Velho Ladrão e Corno de Galinha tem lutado para que os parças não sejam classificados como terroristas. Ademais, aqui na Baêêa, temos um desgovernador encantador de asnos que passa o tempo se "divertindo" em assinar contratos de empréstimos bancários e a passear de helicóptero assinando papéis em branco em simulações copiadas de seus antecessores, para anunciar obras que jamais serão realizadas. As únicas obras que os petralhas concluem com sucesso são os incontáveis ROUBOS ao erário público.

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