sexta-feira, 29 de maio de 2026

Funcionários da cozinha do Hospital Materno-Infantil em Ilhéus denunciam condições precárias e falta de insalubridade

Trabalhadores que atuam no setor de nutrição e cozinha do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, localizado em Ilhéus, formalizaram um pedido de socorro e denúncia pública sobre as condições de trabalho enfrentadas na unidade de saúde. O manifesto dos funcionários direciona os questionamentos à Lemos Passos, empresa terceirizada responsável pela gestão dos serviços de cozinha do hospital. A principal queixa envolve a falta de pagamento do adicional de insalubridade e uma suposta disparidade no tratamento e na concessão de direitos trabalhistas entre as categorias que desempenham funções no mesmo ambiente.

De acordo com o relato dos colaboradores, a empresa terceirizada vem agindo com desigualdade ao selecionar quais profissionais recebem a compensação financeira pelos riscos ambientais. A denúncia aponta que, atualmente, apenas as copeiras estão tendo o direito ao adicional de insalubridade assegurado. Por outro lado, profissionais como auxiliares de cozinha, cozinheiros e auxiliares de serviços gerais (ASGs) seguem sem receber o benefício, embora compartilhem a mesma rotina de exposição a agentes nocivos.

Os funcionários ressaltam que enfrentam diariamente jornadas de trabalho expostos ao calor excessivo dos fogões e fornos, manipulação constante de produtos químicos de limpeza pesada, além do contato direto com gordura, lixo e resíduos do setor. No manifesto, a equipe da cozinha enfatiza que o direito trabalhista não deve ser tratado com distinção entre colaboradores que dividem o mesmo espaço de trabalho, exigindo respeito, igualdade e valorização. O grupo espera que a empresa Lemos Passos e a administração responsável revisem a situação com urgência para regularizar os pagamentos de todos os profissionais afetados.

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