quinta-feira, 14 de maio de 2026

Justiça determina afastamento de vereador preso por suspeita de ligação com organização criminosa em Guaratinga

A Justiça determinou o afastamento imediato das funções legislativas e do cargo de presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga do parlamentar Paulo Chiclete. A medida cautelar estabelece um prazo inicial de 90 dias de afastamento, período que poderá ser prorrogado conforme o andamento das investigações. A decisão ocorre na esteira da prisão do vereador, efetuada no dia 8 de abril durante a Operação Vento Norte, uma ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia, por meio do Gaeco Sul.

As investigações, que se estenderam por um longo período, apontam que o político teria utilizado sua função pública para favorecer uma organização criminosa com atuação no Extremo Sul baiano e em outras regiões do país. O grupo é investigado por crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. No momento de sua prisão, em abril, o vereador também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

A defesa de Paulo Chiclete nega veementemente qualquer participação do parlamentar com o crime organizado. Em entrevista a Rede Bahia, o advogado do político afirmou que existem apenas fragmentos de conversas de terceiros e que nada ilícito foi apreendido diretamente com seu cliente que comprove tais ligações. A defesa ressaltou ainda que o próprio vereador já havia manifestado interesse em se afastar das funções para colaborar com a justiça, reforçando que ele mantém um "espírito colaborativo" por não ter nada a temer.

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Até o momento, o partido PST, ao qual o vereador é filiado, e a assessoria da Câmara de Vereadores de Guaratinga não emitiram novos posicionamentos sobre o afastamento, informando anteriormente que aguardariam o teor formal das acusações. O caso segue sob segredo de justiça enquanto o Tribunal de Justiça da Bahia analisa um pedido de Habeas Corpus protocolado pela defesa.

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