quinta-feira, 28 de maio de 2026

Mãe de mecânica assassinada em Salvador desabafa sobre conduta de magistrado e questiona perguntas feitas à filha antes do feminicídio

O trágico assassinato da mecânica Iana Silva Santos, de 25 anos, morta a facadas em Salvador, trouxe à tona um desabafo doloroso de sua mãe sobre o tratamento recebido pela jovem no sistema de Justiça antes de ser vítima de feminicídio. Segundo o relato familiar, meses antes do crime, durante os desdobramentos de uma denúncia de agressão física, um juiz questionou a jovem se teria ocorrido uma traição no relacionamento. A declaração gerou revolta na mãe da vítima, que questionou publicamente se esse tipo de indagação é cabível ou aceitável para uma pessoa que buscava proteção após ter sido espancada pelo ex-companheiro.

Jonatas

O histórico de violência que culminou na morte de Iana começou a ser formalizado em fevereiro deste ano, quando ela decidiu terminar o relacionamento de forma definitiva após receber ameaças de morte do ex-namorado, identificado como Jonatas dos Santos Moreira. Na ocasião do término, o agressor teria afirmado que ela não pertenceria a mais ninguém. Dias depois, o homem invadiu a residência de Iana, desferiu um severo espancamento contra ela e estendeu as ameaças de morte aos parentes da jovem. Diante da gravidade dos fatos e da denúncia apresentada, a Justiça decretou a prisão preventiva do agressor no dia 20 de fevereiro.

O caso tramitou de forma célere na Quinta Vara de Violência Doméstica da comarca de Salvador, onde o Ministério Público da Bahia denunciou Jonatas pelos crimes de lesão leve no âmbito doméstico, ameaça e invasão de domicílio. No dia 7 de maio deste ano, o acusado foi condenado a dois anos de reclusão em regime aberto pela acusação de lesão corporal leve. Em nota, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) esclareceu que o cumprimento da pena em regime aberto foi determinado em estrita obediência ao Código Penal, considerando o montante da pena fixada e o fato de o réu ser tecnicamente primário, sem outros processos criminais em andamento, o que tornava incabível a manutenção de sua prisão preventiva.

Diante da condenação, o alvará de soltura foi cumprido no dia 8 de maio, momento em que a vítima foi comunicada previamente sobre a liberação do ex-companheiro. Apesar de ganhar a liberdade, Jonatas continuava obrigado a cumprir medidas protetivas de urgência determinadas desde a audiência de custódia em fevereiro, as quais incluíam a proibição total de manter contato e a obrigação de guardar uma distância mínima de 500 metros da mecânica. O TJ-BA ressaltou que, desde a soltura, o juízo não havia recebido nenhuma nova notificação ou pedido de providências por parte da vítima ou da autoridade policial.

Apenas treze dias após ser colocado em liberdade, no dia 21 de maio, o homem descumpriu as ordens judiciais, invadiu novamente a casa da mecânica e a assassinou a facadas. O autor do feminicídio fugiu do local logo após o crime e permaneceu foragido por seis dias, sendo localizado e preso pelas forças policiais na última quarta-feira (27). O caso segue sob o acompanhamento das autoridades e gera forte clamor por justiça por parte dos familiares e da sociedade. Com informações do g1

2 comentários:

  1. Essa é a prometida proteção que a "justiça" dos quadrilheiros petralhas dedicaram às mulheres depois de "emponderá-las" subjetivamente e fomentar o confronto mulheres x homens. Eis o resultado.

    ResponderExcluir
  2. SE HOUVE ESSE COMENTÁRIO DESTE CIDADÃO
    IMAGINA O QUE SE PASSA NA CABEÇA DESSA RAÇA QUE TA AI PRA SER IMPARCIAL
    ELE FOI TENDENCIOSO NISSO
    DEVERIA, SE CONSTAR NOS AUTOS
    SER ADVERTIDO
    POIS ISSO NÃO JUSTIFICA UMA AGRESSÃO E NEM UM ASSASSINATO
    CADA DIA A JUSTIÇA BRASILEIRA
    FICA E É MAIS INJUSTA

    ResponderExcluir