Uma discussão motivada por um saco de pães de queijo terminou com uma soldado da Polícia Militar, de 36 anos, presa em flagrante na noite da última segunda-feira (1º), no bairro Cauamé, na zona Oeste de Boa Vista, em Roraima. A militar é acusada de efetuar um disparo de arma de fogo contra a perna da atual companheira de seu ex-marido, uma mulher de 31 anos. O crime, registrado por câmeras de monitoramento da localidade, chocou os moradores e passou a ser investigado pelas autoridades civis e militares do estado.
De acordo com as informações registradas na ocorrência policial, a soldado, que possui a guarda compartilhada da filha com o ex-companheiro, havia ido até a residência do homem para deixar uma sacola de pães de queijo para a criança. Pouco tempo após a entrega, a madrasta teria orientado a menina a telefonar para a mãe, solicitando que ela retornasse ao imóvel para recolher o alimento. Cerca de 20 minutos depois, a policial voltou ao endereço, dando início a um forte bate-boca com a vítima no portão da casa.
As imagens do circuito de segurança flagraram o momento em que a atual companheira do ex-marido caminha até o portão segurando a sacola. Após trocarem palavras ríspidas, a militar se desloca até o seu veículo, pega uma arma de fogo, retorna em direção à vítima e efetua o disparo, sendo possível ver a mulher se afastando do local mancando logo em seguida. Em sua defesa, a soldado alegou aos agentes que atendeu à ocorrência que se sentiu desacatada ao ser xingada de “policialzinha de merda” e “vagabunda”, sustentando ainda a tese de que o tiro disparado teria sido acidental. Por outro lado, a vítima relatou que apenas afirmou que a agressora “só se garantia na farda”, momento em que a militar buscou o armamento no carro para atacá-la.
Depois do ocorrido, a própria policial permaneceu no local do crime e acionou o socorro médico para a vítima, que foi atendida por uma equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Geral de Roraima. Uma pistola calibre 9 mm, utilizada na ação, junto com 12 munições intactas, foi apreendida pelas forças de segurança. A Perícia Criminal realizou os procedimentos técnicos na residência e a soldado foi conduzida para a delegacia de polícia, onde o caso foi formalmente registrado como lesão corporal dolosa e disparo de arma de fogo em via pública ou local habitado, deixando a servidora à disposição da Justiça.




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