quinta-feira, 9 de julho de 2026

Dez policiais penais e mais duas pessoas são condenados por esquema criminoso em presídio de Feira de Santana

Uma decisão judicial resultou na condenação à prisão de 12 pessoas, incluindo 10 policiais penais, apontadas como integrantes de um esquema criminoso que operava no Conjunto Penal de Feira de Santana, a segunda maior cidade do estado da Bahia. O grupo havia sido denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) após as investigações da Operação Sísifo, deflagrada entre os anos de 2023 e 2024. A sentença, proferida na segunda-feira (6), pune os envolvidos que, segundo a acusação, utilizavam as facilidades de seus cargos públicos para viabilizar e coordenar a entrada de materiais ilícitos na unidade prisional.

As investigações do Ministério Público demonstraram que os condenados faziam parte de uma estrutura organizada que facilitava o acesso dos detentos a comunicações externas e entorpecentes. Diante das provas apresentadas, a Justiça aplicou as penas de forma individualizada, de acordo com o nível de participação de cada réu nos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e ativa, facilitação de entrada de aparelhos telefônicos e outros objetos proibidos em estabelecimento penal, além de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

O desfecho do processo apontou o policial penal Valmir Pereira de Jesus como o líder da associação criminosa. Pela chefia e execução direta do esquema de corrupção e facilitação, ele recebeu a maior punição entre os envolvidos, sendo condenado a cumprir mais de 28 anos de reclusão. Os outros dois integrantes civis do grupo, que não faziam parte do quadro de servidores públicos do presídio, foram condenados respectivamente pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa, e por corrupção ativa. O cumprimento das penas foi determinado pelo Poder Judiciário, encerrando uma das principais etapas da operação que combateu a corrupção no sistema penitenciário regional.

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