A morte do investigador da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), ocorrida no fim de semana, em Salvador, pode ter relação com um caso de sequestro e tortura ocorrido em um destino turístico da Bahia no início do ano. A informação foi confirmada ao g1, nesta segunda-feira (10), por fontes envolvidas na investigação.
Marcus Vinicius Peixoto Carrete tinha 41 anos e não estava a serviço, quando foi alvejado. Segundo testemunhas, o policial assistia a um jogo de futebol, em uma praça do bairro de Stella Maris, próximo a um quiosque, quando foi surpreendido por vários tiros, na noite do último sábado (8).
O suposto alvo dos ataques seria baiano e parente da dona do estabelecimento. O homem foi sequestrado em janeiro e mantido sob a mira de armas por cerca de 12h, na companhia de um amigo argentino. O crime aconteceu em Praia do Forte, área bastante procurada por turistas na cidade de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Pelo menos nove suspeitos teriam participado da abordagem. Durante a ação, as duas vítimas foram roubadas, e o estrangeiro, que morava na Bahia, chegou a fazer transferências, via Pix, no valor de R$ 100 mil, para várias contas estipuladas pelos suspeitos. A dupla também foi ameaçada de morte, até que foi resgatada por policiais militares, após denúncias. Na ocasião, os suspeitos fugiram.
Segundo apurou o g1 nesta segunda-feira, o motivo da tortura, na época, seria uma dívida de drogas que o baiano fez e, por isso, ainda estaria sendo procurado pelo grupo criminoso. No sábado, ele teria sido visto no quiosque, o que atraiu os suspeitos para o local, levando a confundir o policial com o homem.
Suspeitos mortos
Ainda no fim de semana, dois suspeitos de envolvimento no homicídio do investigador morreram após confrontos. Em nota, a PC informou que realizou oitivas e diligências durante a noite de sábado (8) e a madrugada de domingo (9), e conseguiu encontrar o veículo usado na ação, que estava a poucos metros do local, além de identificar os suspeitos através de imagens de câmeras de segurança.