Além das vítimas fatais, dois homens ficaram gravemente feridos e foram socorridos por equipes do SAMU 192, sendo encaminhados ao Hospital de Base em Vitória da Conquista. O ônibus fazia a linha Vitória da Conquista/Itabuna. Nenhum passageiro que estava a bordo do veículo se feriu.
Vídeo:
Contradições e relatos impactantes
Embora as informações iniciais apontassem para uma possível falha mecânica (perda de freios), relatos de testemunhas que circulam intensamente nas redes sociais apresentam uma versão perturbadora.
Em um áudio que viralizou no WhatsApp, uma mulher que afirma ser a segunda da fila para embarque descreve o momento em que o motorista decidiu manobrar o veículo: "Ele falou que as pessoas tinham que esperar ele encostar o ônibus. No que ele entrou e acelerou, o ônibus invadiu a calçada e bateu na parede da rodoviária. Quando ele voltou, o estrago já estava feito. Uma cena terrível", relatou a testemunha.
Acusações de Intencionalidade
Ainda mais grave é o depoimento de um jovem que gravou um vídeo afirmando estar dentro do ônibus no momento da colisão. Segundo ele, não houve falha técnica, mas sim um ato impensado após uma discussão:
"O ônibus não perdeu o controle. O motorista desceu, discutiu com uma mulher — não sei o que passou na mente dele — mas ele voltou, acelerou e foi contra o muro. Isso não foi um acidente, foi homicídio. Foram dois segundos de ódio de uma pessoa que não soube se controlar", desabafou o passageiro no vídeo.
Investigação em curso
A ocorrência mobilizou a Polícia Militar, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) e o SAMU. Os corpos de Danyele e Janete foram removidos para o Instituto Médico Legal (IML).
Diante dos relatos de passageiros que contradizem a versão de "pane mecânica", a Polícia Civil deve periciar o veículo e colher depoimentos formais para apurar se o caso será tratado como um acidente de trânsito ou como uma ação dolosa (quando há intenção ou assume-se o risco de matar).
O Blog Verdinho Itabuna continua acompanhando o caso de perto e aguarda o posicionamento oficial da empresa Rota Transportes e das autoridades policiais sobre as graves denúncias apresentadas pelas testemunhas.
Por: Jefferson Teixeira







