quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Polícia Civil faz buscas em Itacaré para prender homem acusado de tentar matar o próprio irmão

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira, uma operação para localizar e prender Cleando Pinto de Miranda, de 48 anos, investigado por uma série de ataques graves contra o próprio irmão, de 47 anos, no município de Itacaré. A investida policial concentrou-se na Vila Camboinha, mas o suspeito conseguiu escapar ao notar a aproximação das equipes e embrenhou-se em uma área de mata fechada.

No imóvel utilizado pelo foragido, os investigadores apreenderam um verdadeiro arsenal, composto por três espingardas, um revólver calibre 38 e diversas munições. Três jovens, entre filhos e sobrinho de Cleando, estavam no local e foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos. Após prestarem depoimento às autoridades, os rapazes foram liberados.

De acordo com as investigações, os atos criminosos teriam sido motivados por intensas disputas e desavenças patrimoniais entre a família. Em agosto deste ano, o investigado efetuou disparos de arma de fogo contra o irmão com a intenção de matá-lo. Além da tentativa de homicídio, Cleando também é acusado de ter ateado fogo na caminhonete da vítima e de contaminar a caixa d’água da residência do parente com substâncias tóxicas.

A Polícia Civil mantém as buscas na região para dar cumprimento ao mandado de prisão preventiva em aberto contra o acusado. Informações sobre o paradeiro de Cleando Pinto de Miranda podem ser repassadas de forma anônima e sigilosa por meio do Disque Denúncia da Polícia Civil, pelo telefone 181, ou no atendimento de emergência da Polícia Militar, pelo 190.

Operação da Polícia Civil desarticula esquema de fraude milionária com alvos em Itabuna e Salvador

Uma ação integrada entre as Polícias Civis do Distrito Federal e da Bahia deflagrou, nesta quinta-feira, a Operação Meneses com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas de alta precisão. A ofensiva cumpriu mandados judiciais simultâneos em Itabuna e na capital baiana, resultando na prisão de três investigados, além da apreensão de materiais e do bloqueio de bens que visam ressarcir o rombo financeiro provocado pelo grupo.

As investigações apontam que a quadrilha operava um sofisticado esquema de desvio de valores contra clientes de uma instituição financeira cooperativa. Entre os meses de janeiro e julho do ano passado, os criminosos utilizaram dados clonados e vazados de aproximadamente 400 cartões de crédito para realizar centenas de movimentações digitais não autorizadas. O impacto financeiro provocado pelas transações ilícitas ultrapassa a cifra de R$ 3 milhões.

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Durante o cumprimento das ordens judiciais, um homem de 37 anos foi localizado e capturado pelas equipes policiais no interior de sua própria residência, localizada em um condomínio no bairro Mangabinha, em Itabuna. Simultaneamente, em Salvador, outros dois integrantes do esquema foram detidos. Durante os mandados de busca e apreensão, os agentes recolheram dispositivos eletrônicos e documentos que auxiliarão no aprofundamento das investigações e na identificação de eventuais novos envolvidos.

Para estancar as atividades da rede criminosa e assegurar a reparação dos danos às vítimas, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de contas e ativos financeiros, o sequestro de veículos pertencentes aos suspeitos até o montante total do prejuízo apurado e a suspensão imediata do funcionamento de empresas de fachada que eram utilizadas para lavar o dinheiro oriundo dos golpes. Os presos permanecem à disposição da Justiça.

Pedreiro espancado por grupo na Ladeira do Canecão morre no Hospital Costa do Cacau em Ilhéus

Um crime brutal chocou os moradores de Ilhéus no sul da Bahia. O pedreiro Edvaldo Silva da Silva, de 58 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (29) no Hospital Regional Costa do Cacau, onde permaneceu internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após ser vítima de um espancamento covarde.  

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​O ataque ocorreu no início da noite do último domingo (25), na Ladeira do Jacaré, conhecida como antigo Canecão. Segundo relatos do filho da vítima, Erick, o trabalhador retornava de um serviço informal a caminho de casa, na região da Conquista, para buscar ferramentas. No trajeto, Edvaldo foi cercado e agredido por um grupo composto por entre três e seis pessoas. A vítima deu entrada na unidade hospitalar apresentando duas fraturas nas costelas, lesões graves na cabeça e complicações renais provocadas pelos golpes. Além das agressões físicas, o celular do pedreiro, sua mochila e o dinheiro ganho na jornada de trabalho sumiram do local.  

Parentes levantaram a suspeita de que a violência possa ter sido motivada por intolerância política, já que o trabalhador carregava um adesivo do Partido dos Trabalhadores (PT) fixado na camisa no dia da agressão. A polícia ainda não confirmou essa hipótese e trabalha na apuração das circunstâncias do crime. A família buscou o registro do boletim de ocorrência na Polícia Civil e pretende obter imagens de câmeras de segurança instaladas nas imediações para auxiliar na identificação dos suspeitos, que continuam foragidos.

Caso Adeum Sauer: Denúncia de racismo, agressão e protestos mobilizam estudantes e comunidade escolar em Itabuna

Um episódio de injúria racial e agressão física ocorrido no Colégio Estadual Adeum Sauer, no bairro Vila Anália, em Itabuna, desencadeou uma forte onda de mobilização social, protestos na porta da instituição e cobranças diretas por intervenção dos órgãos estaduais de educação.  

​A situação veio à tona após a aluna Bruna Andrade denunciar publicamente ter sido vítima de ofensas racistas e violência física praticadas por um colega de classe dentro da sala de aula. De acordo com os relatos divulgados pela própria estudante e por colegas que testemunharam o ato, a jovem foi xingada com termos discriminatórios, ameaçada e atingida com um soco no braço e empurrões.  

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​Ao procurar o auxílio da gestão escolar, a aluna relatou ter enfrentado descaso e falta de amparo. Segundo Bruna, a direção tentou justificar a atitude do agressor alegando que o jovem possui laudo de autismo e classificando a ação como uma demonstração de "paixão", negando o pedido para trocá-lo de turma e aplicando a ele apenas três dias de suspensão. A conduta gerou indignação imediata entre os alunos, que passaram a publicar cartas abertas e notas de repúdio contestando o uso de condições neurodivergentes para respaldar crimes de preconceito e apontando o uso de dois pesos e duas medidas na aplicação das regras internas da escola.  

​Procurada oficialmente pela equipe do Blog Verdinho Itabuna, a gestora geral do colégio enviou uma nota de esclarecimento em resposta aos questionamentos da nossa reportagem. Segundo o documento, o atendimento inicial foi prestado pela vice-diretora, que ouviu as partes e convocou as famílias. Em sua defesa à escola, o aluno afirmou que o conflito começou por conta de brincadeiras com sua mochila e que reagiu sem pensar, pedindo desculpas em seguida. A direção ressaltou que o estudante possui laudo médico e faz uso de medicação, fatores que serão levados em consideração na condução do caso.

Ainda em nota, a escola informou ter aplicado o afastamento temporário de três dias e que formalizará o encaminhamento da ocorrência ao Ministério Público, ao Conselho Tutelar e à Vara da Infância e da Juventude, além de disponibilizar acolhimento psicológico aos envolvidos e realizar atividades educativas sobre convivência. A vice-direção alegou também que, no primeiro atendimento, a estudante relatou o xingamento, mas não mencionou ter sofrido agressão física.

​A divulgação das denúncias fez emergir um cenário ainda mais amplo. Antigos e atuais alunos passaram a utilizar as redes sociais para expor relados de supostas pressões psicológicas, xingamentos da gestão e exposições constrangedoras no pátio. Como forma de organização, os estudantes criaram uma página de mobilização no Instagram, que rapidamente ultrapassou a marca de 350 seguidores, espaço onde publicam relatos expondo situações vividas no colégio.

Na manhã desta quinta-feira, a tensão culminou em um ato público em frente aos portões do Colégio Adeum Sauer. Estudantes, pais e ex-alunos se concentraram na entrada da unidade com cartazes e prints de mensagens cobrando providências imediatas. Durante a manifestação, o portão principal, que se encontrava trancado com cadeado, foi aberto, e diversos alunos do turno matutino saíram para se unir ao protesto no lado de fora.

​O ato contou com o apoio e a presença de lideranças do movimento estudantil. A reportagem do Blog Verdinho Itabuna esteve no local e entrevistou a estudante Bruna Andrade, pivô da mobilização, além do jovem Daniel, vice-presidente da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), e de Gabriel, representando a ABES (Associação Baiana Estudantil Secundarista). As lideranças cobraram rigor na apuração e o acompanhamento direto do Núcleo Territorial de Educação (NTE 05) e da Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC).

​A redação do Blog Verdinho Itabuna segue em contato com os órgãos de fiscalização de ensino para obter o posicionamento oficial do Estado e continua acompanhando de perto todos os desdobramentos desse caso.

"A Influência não Anula o Crime": Ex-estagiário denuncia caso de racismo e perseguição em colégio estadual de Itabuna

A denúncia de racismo e retaliação institucional ganhou forte repercussão nas redes sociais nesta semana, após um ex-estagiário do Colégio Adum Hilário Sauer, em Itabuna, vir a público relatar episódios de discriminação e assédio moral que teria sofrido durante o exercício de suas funções na instituição de ensino. Em uma publicação acompanhada de um vídeo com áudios, conversas e registros comprobatórios, Iran Britto expôs o que classificou como um ambiente de hostilidade e preconceito encoberto sob o pretexto de exigências de vestimenta.

De acordo com o relato do ex-estagiário, a abordagem direcionada a ele extrapolava normas administrativas e carregava fortes traços de discriminação racial. Britto afirma ter sido tratado de maneira estigmatizada, como se representasse um risco à segurança dos estudantes, unicamente devido à sua cor de pele e ao seu estilo pessoal. A situação, segundo ele, agravou-se no momento em que decidiu formalizar a denúncia contra a violência racial sofrida: em vez de apuração e acolhimento, a medida adotada pela gestão foi o seu afastamento compulsório da unidade escolar.

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O desabafo detalha o peso emocional e a complexidade de expor publicamente uma situação dessa gravidade. O ex-estagiário explicou que o silêncio inicial foi necessário para processar o impacto psicológico do episódio, buscar suporte emocional, resguardar-se de possíveis retaliações e, sobretudo, dar andamento aos trâmites judiciais cabíveis. Britto destacou o receio de carregar o estigma da denúncia, especialmente por enfrentar uma figura de forte influência na comunidade local, conhecida por ostentar uma imagem pública de integridade e defesa dos direitos humanos. Para ele, tornar o caso público exigiu a coragem de confrontar essa fachada com fatos e provas documentadas.

A decisão de quebrar o silêncio foi catalisada por acontecimentos recentes na mesma instituição de ensino, incluindo outro caso de violência racial relatado por uma aluna da rede. Para o denunciante, a recorrência de episódios semelhantes demonstra que o problema é estrutural e sistêmico, tornando inaceitável a omissão ou a naturalização de atos discriminatórios. O material divulgado nas redes sociais tem justamente o propósito de blindar a narrativa contra distorções, reunindo evidências concretas que fundamentam as acusações perante a opinião pública.

Ao encerrar seu posicionamento, Iran Britto enfatizou que sua principal motivação é a busca por justiça, responsabilização dos envolvidos e a criação de uma rede de proteção para que outros profissionais e estudantes não passem pelas mesmas violações. O caso reforça o debate urgente sobre a urgência de mecanismos eficazes de combate ao racismo nas escolas públicas e o compromisso ético de que nenhuma reputação ou influência política deve se sobrepor aos direitos fundamentais e à dignidade humana.

Jovem é queimada viva pelo companheiro ao tentar terminar relacionamento em Vitória da Conquista

Uma jovem de 21 anos luta pela vida após sofrer um brutal ataque praticado pelo próprio namorado no bairro Morada Real, em Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia. Paloma da Silva Gomes teve 30% do corpo atingido por queimaduras de segundo e terceiro graus na última segunda-feira (26), quando tentava arrumar as malas para colocar fim a um relacionamento marcado por episódios de violência.

O suspeito da agressão foi identificado como Saymon Santos Silva, de 18 anos, com quem a vítima mantinha um relacionamento há cerca de um ano. De acordo com relatos da família, o jovem jogou combustível de posto de gasolina nas costas de Paloma durante uma discussão. A vítima pensou que o líquido se tratava de água até o agressor acender um isqueiro. Ela precisou jogar baldes de água contra o próprio corpo para apagar o fogo, que fez com que as peças de roupa grudassem em sua pele.

Atualmente, Paloma encontra-se internada no Hospital Geral de Vitória da Conquista, onde já passou por procedimentos cirúrgicos urgentes. Diante da gravidade e da profundidade dos ferimentos, a equipe médica programou a transferência da jovem nesta quinta-feira (29) para a unidade de queimados do Hospital Geral do Estado (HGE), na capital baiana.

Familiares relatam que o histórico de abusos e agressões físicas era recorrente e culminou no ataque no momento em que a jovem decidiu ir embora. Emocionada, a mãe da vítima expressou desespero e indignação diante da crueldade do ato contra a filha.

A Polícia Civil da Bahia instaurou inquérito para apurar a tentativa de feminicídio. Equipes policiais realizam buscas na região para localizar e prender Saymon Santos Silva, que fugiu do local do crime e permanece foragido.

Operação da Polícia Civil desarticula base de facção e apreende arma de fogo e espada no bairro Santa Clara, em Itabuna

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), uma operação de combate ao crime organizado no bairro Santa Clara, em Itabuna. A ação, conduzida por equipes da Sexta Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), resultou na apreensão de armamento pesado, incluindo uma pistola de fabricação estrangeira e uma espada, além da prisão em flagrante de um suspeito integrado a uma facção criminosa que opera na região sul baiana.

O cumprimento do mandado de busca e apreensão mobilizou os investigadores em um imóvel estratégico utilizado pelo grupo. No local, as equipes localizaram uma pistola calibre 9 milímetros acompanhada de um carregador e nove munições intactas. Surpreendentemente, os policiais também apreenderam uma espada, evidenciando a dinâmica e a diversidade de materiais mantidos pela organização criminosa.

Além do arsenal, a operação recolheu aparelhos celulares, um bloco contendo anotações financeiras e da contabilidade do tráfico, e diversos outros objetos que serão submetidos a perícia técnica. O material apreendido é considerado crucial para mapear a rede de atuação da facção e rastrear a origem das armas e do capital ilícito.

Dois homens que estavam no imóvel foram imediatamente detidos e conduzidos à sede da delegacia especializada. Após a formalização dos procedimentos legais e a análise das evidências colhidas, um deles foi autuado em flagrante delito pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, sendo encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. O segundo indivíduo prestou esclarecimentos e segue sob investigação.

De acordo com a corporação, a incursão desta quinta-feira integra um esforço contínuo de inteligência policial voltado para sufocar o tráfico de entorpecentes e desarticular as células de organizações criminosas em Itabuna. As investigações continuam em andamento para identificar, localizar e prender outros integrantes do grupo que possam estar envolvidos na rede criminosa.

Polícia Civil confirma identidade de jovem encontrado morto com requintes de crueldade na Volta da Cobra

A Polícia Civil de Itabuna confirmou a identidade do jovem encontrado morto com intensos sinais de violência na região da Volta da Cobra, área rural do município. A vítima, cujo corpo havia sido localizado nas primeiras horas da manhã de quarta-feira, foi identificada como Marcos de Jesus Santos, morador do bairro Pedro Jerónimo (Loteamento Gegéu Rocha).

De acordo com as investigações, Marcos estava em sua residência quando recebeu uma ligação telefônica e saiu a bordo de sua motocicleta para se encontrar com uma pessoa ainda não identificada. Ele não retornou para casa e perdeu o contato com a família, que acabou recebendo a confirmação de sua morte após os trabalhos do Departamento de Polícia Técnica.

O periciamento no local do crime revelou detalhes de extrema violência. A vítima foi atingida por mais de quarenta disparos de armas de fogo dos calibres 9mm e .40 — com dezenas de cápsulas recolhidas pela equipe pericial —, teve o corpo parcialmente carbonizado e apresentava ferimentos profundos no pescoço. Ao lado do rosto do jovem, os peritos encontraram um aparelho celular queimado, enquanto a motocicleta utilizada por ele não foi localizada no local.

Com a identificação oficial da vítima concluída e os depoimentos iniciais dos familiares colhidos, a Delegacia de Homicídios de Itabuna avança nas apurações para esclarecer a motivação do assassinato e capturar os responsáveis pelo crime brutal. O corpo segue no Departamento de Polícia Técnica (DPT) para os procedimentos necroscópicos legais.

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Estudante denuncia racismo e agressão no Colégio Adeum Sauer em Itabuna; direção se manifesta e novas denúncias emergem

Um caso de extrema gravidade mobiliza a comunidade escolar e gera forte indignação em Itabuna. A estudante Bruna Andrade denunciou ter sido vítima de injúria racial e agressão física dentro da sala de aula no Colégio Estadual Adeum Sauer. O episódio desencadeou uma onda de protestos entre os alunos, relatos sobre condutas da gestão e a promessa de desdobramentos ao longo desta semana.  

​Segundo os relatos divulgados por estudantes, a jovem teria sido verbalmente agredida com termos racistas, ameaçada de que "queimaria no inferno" por causa do tom de sua pele e, na sequência, atingida por um soco no braço e empurrões. Diante da situação, a aluna buscou apoio com a direção da unidade, mas afirmou ter enfrentado descaso e falta de empatia. De acordo com Bruna, a gestão tentou justificar as atitudes do agressor pelo fato de ele possuir autismo, classificando a ação como uma demonstração de "paixão" e negando o pedido de transferência do estudante de turma, aplicando a ele apenas uma suspensão de três dias.  

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​A reação dos demais colegas de classe foi imediata. Notas de repúdio e manifestações públicas passaram a circular nas redes sociais questionando o uso de condições neurodivergentes para respaldar atos discriminatórios e apontando contradições na aplicação do regimento escolar.  

​Em resposta aos questionamentos encaminhados pela redação do Blog Verdinho Itabuna, a gestora geral do Colégio Estadual Adeum Sauer encaminhou uma nota oficial de esclarecimento. A instituição informou que o atendimento inicial foi prestado pela vice-diretora, que ouviu os estudantes separadamente e convocou os responsáveis. Segundo o relato do aluno prestado à escola, a confusão teria começado após brincadeiras com sua mochila e que ele teria reagido impulsivamente, reconhecendo o erro e pedindo desculpas em seguida. A direção ressaltou que o jovem possui laudo médico e faz uso de medicação, aspectos que serão levados em consideração no acompanhamento do caso.

​A nota oficial detalha ainda que o estudante foi afastado temporariamente das atividades escolares por três dias e que o registro formal da ocorrência será encaminhado ao Ministério Público, ao Conselho Tutelar e à Vara da Infância e da Juventude. A escola acrescentou que disponibilizará acolhimento psicológico à estudante Bruna e aos demais envolvidos, além de promover ações educativas com a turma sobre respeito mútuo. Por fim, a vice-direção alegou que, no momento do atendimento inicial, a aluna relatou as ofensas verbais, mas não mencionou ter sofrido agressão física.

​A repercussão da denúncia brought à tona novos relatos de ex-alunos e estudantes atuais da unidade escolar, que passaram a denunciar episódios recorrentes de pressão psicológica, xingamentos por parte da gestão e constrangimentos públicos no pátio. Como forma de organização, os estudantes já criaram uma página de mobilização no Instagram, que rapidamente ultrapassou a marca de 350 seguidores, espaço onde diversos alunos utilizam a rede para expor seus relatos como vítimas. A equipe do Blog Verdinho Itabuna apura ainda a informação de que manifestantes organizam um ato público em frente ao colégio na manhã desta quinta-feira. A redação segue acompanhando os desdobramentos e a apuração dos órgãos fiscalizadores.

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Polícia Militar intercepta veículo e prende suspeitos com pistola com numeração raspada na Nova Itabuna

Uma operação de combate a crimes violentos realizada pelo 15º Batalhão de Polícia Militar resultou na interceptação de um veículo e na prisão de dois suspeitos no bairro Novo Itabuna, na tarde desta quarta-feira. A ação ocorreu durante rondas ostensivas de rotina, quando as guarnições avistaram um automóvel modelo Hyundai HB20 transitando em atitude considerada suspeita pelas equipes de segurança.

Diante do cenário, os policiais decidiram realizar a abordagem e emitiram ordem de parada ao motorista. No entanto, o condutor desobedeceu à determinação legal e acelerou o veículo na tentativa de escapar da fiscalização, dando início a um acompanhamento tático pelas ruas da região. A fuga foi contida momentos depois, quando a guarnição conseguiu cercar e interceptar o automóvel nas imediações do bairro Nova Itabuna.

Com o veículo imobilizado, os policiais realizaram uma busca minuciosa tanto nos suspeitos quanto no interior do carro. Durante a varredura, a equipe encontrou uma pistola da marca Glock escondida, cujo número de série estava suprimido, dificultando a identificação de sua origem. Os dois ocupantes que estavam a bordo receberam voz de prisão no local.

Os indivíduos detidos e o armamento apreendido foram encaminhados sob escolta policial para o Complexo Policial de Itabuna. Na delegacia, ambos foram apresentados à autoridade policial competente, onde o caso foi registrado para a formalização do flagrante e adoção das demais medidas legais cabíveis.

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Flávio Bolsonaro desembarca em Miami após rota pela Argentina e Equador para burlar determinação do STF

O senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa e as duas filhas do casal desembarcaram nos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (28). A chegada ocorreu no Aeroporto Executivo de Opa-locka, em Miami, marcando o desfecho de uma operação de deslocamento montada para deixar o país após o descumprimento da ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) que exigia a entrega de seus passaportes.

​A viagem envolveu uma rota estratégica para contornar o controle das autoridades brasileiras. O parlamentar cruzou a fronteira terrestre com a Argentina durante a noite e embarcou em um jatinho particular do modelo Gulfstream G400. A aeronave realizou um trajeto que evitou o espaço aéreo do Brasil, fez uma escala técnica no Equador e seguiu para o destino final em solo norte-americano. As autoridades ainda apuram a identificação do proprietário do avião executivo utilizado no voo.

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​A saída do país ocorre em meio ao encerramento do prazo fixado pela Justiça para o recolhimento das credenciais de viagem do senador, medida cautelar determinada no âmbito de investigações em andamento na corte Suprema. Até o momento, o parlamentar não emitiu manifestações públicas ou notas oficiais a respeito das circunstâncias da viagem e de sua permanência nos Estados Unidos.