quinta-feira, 18 de abril de 2019

Detentos de Itabuna recebem autorização para cursar faculdade

Quatro detentos em regime semiaberto do Conjunto Penal de Itabuna, receberam autorização judicial para estudar em uma faculdade particular. Eles vão cursar Direito, Psicologia e Engenharia Civil. Um dos presos universitários, que não quis ser identificado, está detido há cinco anos pelo crime de homicídio. 

Na cadeia, ele concluiu os estudos, prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e decidiu mudar de vida. "Após a prisão, eu decidi que tinha que mudar. Que eu não podia permanecer tanto tempo [preso] e não fazer nada para que as coisas mudassem. Eu resolvi dar esse passo e hoje Deus me abençoou", disse ele. Além desse preso, outros quatro também fizeram o Enem e passaram no vestibular da faculdade. Um deles, no entanto, não recebeu autorização da Justiça para cursar o ensino superior, porque responde em regime fechado. 

A solenidade de autorização da Justiça foi na manhã desta quarta-feira (17), com o juiz da Vara de Execuções Penais, além de representantes do presídio, do Núcleo Territorial de Educação e da instituição particular onde os presos já estão matriculados. "Temos um controle. Eles têm que manter uma nota razoável, têm que manter a periodicidade, não podem faltar. E vai ter um controle da própria faculdade. Ela manda mensalmente o currículo escolar deles, com frequência e tudo. É tudo bem monitorado", disse o juiz Antônio Carlos Maldonado. 

Os quatro detentos serão monitorados com ajuda da faculdade. Segundo o diretor do presídio, Adriano Jácome, o conjunto penal está superlotado. A unidade tem 1350 internos, quando a capacidade é para 670. Para Jácome, o estudo é uma forma de ajudar na ressocialização desses presos. "Com eles nós chegamos ao nível de nove internos que já estão na academia, cursando um curso superior, e isso faz parte do projeto de ressocialização do Conjunto Penal de Itabuna", disse ele. Além dos nove presos universitários, outros 306 detentos estudam os ensinos Fundamental e Médio no próprio presídio.

9 comentários:

  1. Pena que quem foi parar no cemitério, vítima dos bandidos, não tenha a mesma oportunidade, ...!!!

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  2. o presidio tinha que ser igual de goias colocar esses pra trabalhar, o p´residio de gioas e indice de reincidencia zero , da uma oportunidaes a deleees pra fazer uma proficao, isso ia dimiuior a violencia na nossa cidade , isso aii ja ta sento um oportunidade de eles voltar estudar parabens

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  3. Quero parabenizar o juiz Antônio Carlos Maldonado, por incentivar essa real transformação!

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  4. Ressocialização é o único caminho. Parabéns a todos que contribuíram para que houvesse mudanças para o futuro dos apenados!

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  5. Futuro doutores analfabetos funcionais ex presidiário.

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  6. Uma Pena que seja uma exceção o que deveria ser regra...

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  7. É uma pena, que quem morreu teve a vida imterrompida e não conseguiu fazer a faculdade.
    Isso se era pessoa de bem.

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  8. Nós, cidadãos de bem tbm deveríamos ganhar esse direito de frequentar a faculdade sem ser assaltado por indivíduos como esses, e ter a garantia que sairemos e voltaremos para nossas casas... Ou seja, direitos de ir e vir e o de segurança nas vias públicas...

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  9. E as vítimas, familiares e dependentes das vítimas terão esse direito tbm? #DIREITOS HUMANOS PARA HUMANOS DIREITOS.

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