quinta-feira, 11 de junho de 2026

Megaoperação da Polícia Civil mira lavagem de dinheiro e tráfico de drogas na Bahia e em mais sete estados; mais de R$ 100 milhões são bloqueados

Uma ampla e integrada ação de combate ao crime organizado foi deflagrada pelas forças de segurança pública na manhã desta quinta-feira (11). Coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado, a ofensiva interestadual tem como principal objetivo desestruturar e sufocar financeiramente uma organização criminosa de grande porte que atua no tráfico de entorpecentes e em um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro. De acordo com as atualizações iniciais divulgadas pelas autoridades policiais, ao menos 14 pessoas já foram presas no decorrer das primeiras horas das atividades de campo.

As investigações da Polícia Civil apontam que o grupo criminoso possuía uma estrutura empresarial bem delineada, utilizando mecanismos financeiros complexos para reinserir os valores obtidos com o comércio ilícito de drogas na economia formal. Devido à capilaridade da facção, a operação mobilizou guarnições de forma simultânea na Bahia e em outros sete estados da federação: Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Minas Gerais, evidenciando o caráter de cooperação e o uso de inteligência entre as polícias civis brasileiras.

Em solo baiano, as equipes cumprem uma série de medidas judiciais expedidas pelo Poder Judiciário em dezenas de municípios. Estão sendo cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar em Salvador, Itabuna, Jequié, Ilhéus, Ipiaú, Feira de Santana, Mucugê, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Campo Formoso e na Ilha de Itaparica. Além das detenções e buscas, as ordens judiciais englobam a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, como a instalação imediata de tornozeleiras eletrônicas para monitoramento de alvos específicos.

Para além do encarceramento dos envolvidos, o foco estratégico da Polícia Civil nesta operação é o enfraquecimento patrimonial do grupo. Diante das provas colhidas ao longo do processo investigativo, a Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 100 milhões das contas bancárias vinculadas aos integrantes e empresas de fachada utilizadas pela organização criminosa. Os policiais continuam mobilizados nas ruas para localizar bens, apreender materiais ilícitos e dar cumprimento ao restante das ordens judiciais, buscando garantir o colapso estrutural da rede criminosa.

Um comentário:

  1. O vagabundo que ocupou a presidência, disse que no "governo" dele havia acabado com a corrupção. Se não há investigação nem no inferno há corrupção, joga tudo para debaixo do tapete e depois culpa o próximo governo.
    Exemplo: Roubo dos aposentados do INSS, Banco Master, captação fraudulenta para o filme Pangaré Escuro, enviando recursos para o exterior para comprar mansão para o 02.

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