A letalidade das ações criminosas no estado do Rio de Janeiro fez mais uma vítima na manhã de segunda-feira (1º), evidenciando um cenário alarmante para as forças de segurança pública. O sargento da Polícia Militar Adriano Pereira de Souza, de 36 anos, perdeu a vida após ser atingido por um disparo na região da cabeça durante um intenso confronto armado com criminosos na comunidade do Faz Quem Quer, localizada no bairro de Rocha Miranda, na Zona Norte da capital fluminense. O militar, que era lotado no 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM), chegou a ser socorrido por meio de um helicóptero da corporação e transportado às pressas para o Hospital Central da PM, situado no Estácio, mas infelizmente já deu entrada na unidade médica sem os sinais vitais. O falecimento de Adriano marca o segundo caso em apenas cinco dias de um policial militar executado com a mesma dinâmica de ferimento na cabeça por armamento de grosso calibre no estado.
A operação policial que resultou na morte do sargento tinha como diretrizes principais enfraquecer o poder bélico e a atuação de facções criminosas na localidade, além de efetuar a desobstrução de vias públicas por meio da retirada de barricadas instaladas ilegalmente por traficantes. No decorrer da investida e dos confrontos na comunidade, as equipes conseguiram apreender um fuzil e uma pistola, embora nenhum suspeito de participação no ataque tenha sido capturado até o fechamento desta reportagem. Em posicionamento oficial, a Secretaria de Estado de Polícia Militar emitiu uma nota lamentando profundamente a perda do sargento, que deixa dois filhos, ressaltando que ainda não foram definidos os detalhes referentes ao velório e ao sepultamento do agente.
A morte do sargento Adriano eleva as estatísticas da violência que atinge diretamente os profissionais de segurança no Rio de Janeiro. De acordo com os dados monitorados pelo Instituto Fogo Cruzado, o Grande Rio já contabiliza 51 agentes de segurança baleados somente no decorrer deste ano, dos quais 22 morreram e 29 ficaram feridos em serviço ou folga. Com este novo registro, Adriano se tornou o 18º policial militar morto de forma violenta no estado no ano de 2026, acendendo mais uma vez o debate sobre a vulnerabilidade das tropas diante do alto poder de fogo empregado pelas organizações criminosas fluminenses.








.jpeg)