Uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia, com a Secretaria de Segurança Pública e Polícia Civil. realizou na manhã desta terça-feira (30), a Operação Cilada, que cumpre dois mandados de busca e de prisão temporária em desfavor de empresário da cidade de Ubatã, no sul da Bahia. Além do mandado de prisão temporária, cumpre mandados de busca e apreensão nos endereços residencial e profissional do investigado, com o objetivo de obter novas provas.
Na residência do suspeito foram apreendidos dois revólveres calibres 38, uma espingarda calibre 12, uma pistola, munições, aparelhos eletrônicos e produtos eróticos. Equipes do Departamento de Polícia do Interior (Depin), da Polícia Civil, e do Gaeco investigam o caso desde novembro de 2020.
Segundo o MP-BA, o investigado, que é um empresário bem-sucedido na região, se aproveitava de tal situação para explorar sexualmente meninas de famílias carentes, fazendo promessas e oferecendo dinheiro, presentes, e até mesmo casa e emprego para a sua família, em troca de favores sexuais. As informações são do Bocão News.
Durante a investigação, foi demonstrado que o investigado praticou estupro de vulnerável de pelos menos duas adolescentes, irmãs, filhas de funcionário de uma de suas empresas, pelo período de 2 anos, quando as vítimas tinham 15 e 13 anos. As jovens apresentaram vídeos de relações sexuais com o suspeito. Além disso, as vítimas narraram que o empresário constantemente lhes fazia ameaças, prometendo matá-las, bem como o genitor, caso contassem sobre os acontecimentos.
Segundo o Gaeco, o empresário é conhecido e bem relacionado na cidade de Ubatã e toda a região do Baixo Sul da Bahia, o que faz com que as pessoas e vítimas não colaborassem com as investigações, por medo de represálias ou perda dos seus vínculos empregatícios, ou mesmo porque recebiam compensações financeiras para permanecerem em silêncio.












































